- A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, a Operação Fallax para desarticular organização suspeita de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, lavagem de dinheiro e estelionato.
- Rafael de Gois, CEO do Grupo Fictor, é um dos alvos; mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo, e o ex-sócio Luiz Rubini também figura entre os investigados.
- Ao todo, são 43 mandados de busca e 21 de prisão preventiva, com bloqueio de bens até 47 milhões de reais; as fraudes podem superar 500 milhões.
- A investigação aponta uso de empresas de fachada e inserção de dados falsos em sistemas bancários para viabilizar saques e transferências, com recursos convertidos em bens de luxo e criptoativos.
- Foram autorizadas ainda quebras de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 jurídicas; os investigados podem responder por organização criminosa, estelionato, lavagem de dinheiro, entre outros crimes, com penas que podem ultrapassar cinquenta anos.
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 25 de março de 2026, a Operação Fallax para desarticular uma organização criminosa suspeita de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, além de estelionato e lavagem de dinheiro. Mandados foram cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
Rafael de Gois, empresário e CEO do Grupo Fictor, é um dos alvos da operação. Também há mandado de prisão em São Paulo para o ex-sócio do grupo, Luiz Rubini, segundo informações de autoridades e da imprensa. As ações judiciais foram autorizadas pela Justiça Federal de São Paulo.
A investigação teve início em 2024, após a identificação de indícios de um esquema estruturado para obter vantagens ilícitas. A PF afirma que o grupo cooptava funcionários de instituições financeiras e utilizava empresas de fachada para movimentar recursos.
Ao todo, a PF cumpre 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva. Os dispositivos atingem 33 pessoas físicas e 172 jurídicas. Também houve bloqueio e sequestro de bens até o limite de 47 milhões de reais.
Segundo a corporação, as fraudes envolviam dissimulação da origem dos recursos com o uso de empresas de fachada. Funcionários de bancos teriam inserido dados falsos para viabilizar saques e transferências indevidas.
Os valores movimentados podem superar 500 milhões de reais, conforme apurado pela PF. Instrumentos de rastreamento incluem quebra de sigilo bancário e fiscal para localização de ativos.
As investigações apontam que os investigados convertiam recursos ilícitos em bens de luxo e criptoativos, com o objetivo de dificultar a identificação das origens. O grupo é acusado de organização criminosa, estelionato, lavagem de dinheiro e outros crimes contra o sistema financeiro.
> Grupo Fictor
O Grupo Fictor anunciou, em novembro de 2025, a compra do Banco Master, envolvendo aporte de 3 bilhões de reais. A operação ocorreu pouco antes de o BC decretar a liquidação extrajudicial do banco, ligado ao empresário Daniel Vorcaro.
Após a liquidação, o grupo enfrentou crise reputacional e recebeu resgates de cerca de 2 bilhões de reais de investidores. Isso levou ao pedido de recuperação judicial das empresas Fictor Holding e Fictor Invest.
Decisões judiciais recentes também atingem o grupo. Uma magistrada bloqueou 150 milhões de reais de ativos para garantir obrigações com operadoras de cartão da Fictor Pay. Em outra ocasião, houve bloqueio de 200 mil reais em favor de uma investidora no Paraná.
O Poder360 buscou contato com Rafael de Gois pelo LinkedIn e pelo e-mail de imprensa do Grupo Fictor para manifestação. Não houve resposta até a publicação. O texto será atualizado caso haja posicionamento.
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