- A Polícia Federal deflagrou a Operação Fallax, targeting o CEO do Grupo Fictor, Rafael Góes, por ligação com o Comando Vermelho e fraudes contra a Caixa Econômica Federal.
- A investigação aponta criação de empresas fictícias para obter crédito irregular, com documentos contábeis fraudulentos e participação de gerentes bancários.
- Ao todo, foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão, 21 prisões preventivas e bloqueio de bens de até R$ 47 milhões, com prejuízos para várias instituições.
- O grupo é apontado como central na operação, que envolve lavagem de dinheiro e outras acusações, com penas potenciais superiores a cinquenta anos de prisão.
- A atuação do Grupo Fictor, segundo a PF, incluía financiamento cruzado entre empresas do grupo, criação de faturamento artificial e construção de histórico bancário fictício para obtenção de crédito.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Fallax, direcionada ao CEO do Grupo Fictor, Rafael Góes, por suposta ligação com o Comando Vermelho e fraudes envolvendo a Caixa Econômica Federal. A ação ocorreu nesta quarta-feira, com mandados cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. O grupo é apontado como central na organização criminosa.
A investigação indica criação em larga escala de empresas fictícias para obter créditos de forma irregular. Documento contábil fraudulento, faturamento manipulado e participação de gerentes bancários integram o esquema. Valores teriam origem em células ligadas ao CV.
Ao todo, foram expedidos 43 mandados de busca e apreensão e 21 prisões preventivas. Houve bloqueio de bens até R$ 47 milhões, incluindo imóveis, veículos e ativos financeiros. As instituições atingidas incluem Caixa, BB, Bradesco, Santander e Banco Safra.
Especialistas apontam que o modelo previa histórico positivo de crédito, seguido de inadimplência planejada. A PF investiga ainda a ligação entre os recursos movimentados e estruturas associadas à facção. O objetivo é desarticular a organização criminosa.
Papel do Grupo Fictor
Segundo a PF, o Grupo Fictor sustenta financeiramente o esquema, injetando recursos para simular movimentações entre empresas do grupo. Pagamentos cruzados de boletos criavam aparência de liquidez e atividade econômica regular.
A empresa também teria participação na criação e gestão de companhias de fachada, contribuindo para a geração artificial de faturamento. O impacto envolve prejuízos potenciais a várias instituições financeiras.
As autoridades não ouviram retorno da empresa até o momento. Procurada, a defesa não confirmou detalhes publicamente. A investigação segue para esclarecer vínculos, responsabilidades e ramificações do crime.
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