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Trilha de dinheiro ilícito da Venezuela ao Irã derruba banco suíço

MBaer Merchant Bank fecha após intervenção do Tesouro dos EUA por suposta facilitação de lavagem de dinheiro ligada à Venezuela, Irã e Rússia

O MBaer conseguiu operar sem ser detectado enquanto, segundo autoridades dos EUA, era cúmplice de atividades de lavagem de dinheiro de seus clientes (Foto: Pascal Mora/Bloomberg)
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  • O MBaer Merchant Bank, banco suíço de investimentos, encerrou operações após intervenção direta do Tesouro dos Estados Unidos, que o acusa de facilitar lavagem de dinheiro internacional.
  • As autoridades norte-americanas apontam que o MBaer canalizou mais de US$ 100 milhões pelo sistema financeiro dos EUA em nome de agentes ilícitos ligados ao Irã e à Rússia, incluindo financiamento à Força Quds.
  • A instituição tinha cerca de 700 clientes e ativos de clientes em torno de 4,9 bilhões de Franco suízos no fim de 2025, operando com uma base de alto risco.
  • A Finma — autoridade reguladora suíça — abriu processo de execução em 2024, e a liquidação foi acelerada após a pressão do governo dos EUA; a autoliquidação foi concluída em fevereiro de 2026.
  • A quebra expõe falhas regulatórias na Suíça e levanta questionamentos sobre a efetividade da Finma, com a Finanças dos EUA ressaltando suposta facilitação de lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo.

MBaer Merchant Bank, banco suíço de private banking, encerrou atividades após intervenção direta do Tesouro dos EUA. A decisão veio em meio a acusações de facilitar lavagem de dinheiro internacional, ligando operações a Venezuela, Irã e Rússia.

O banco, fundado em 2018 por Paul-Michel von Merey e Mike Baer, atuava com clientes de alto risco e cobrava taxas elevadas para processar pagamentos. Fontes dizem que a instituição chegou a movimentar comissões de sextos dígitos.

A ação do Tesouro americano, liderada pelo subsecretário Scott Bessent, alegou que o MBaer canalizou mais de US$ 100 milhões através do sistema financeiro dos EUA para agentes ilícitos ligados ao Irã e à Rússia. O aviso levou ao fechamento forçado.

Origem e atuação do MBaer

O MBaer surgiu como banco de investimentos com foco em comércio e gestão patrimonial. Em 2023, seu ativo total cresceu rapidamente, chegando a cerca de 4,9 bilhões de francos suíços no final de 2025, com ~700 clientes e 60 funcionários.

Segundo autoridades, o banco operava com supervisão de baixo risco pela FINMA, até ser envolvido em investigações sobre lavagem de dinheiro ligadas a Venezuela desde 2020. A FinCEN descreveu o envio de recursos para o Irã por meio do laboratório de operações do MBaer.

Investigação e desdobramentos

Relatórios internos mostraram falhas na due diligence de clientes de alto risco e uso de vias em euros ou francos para contornar controles em dólares. Alguns membros do time questionaram os riscos, mas a cultura interna passou a ser marcada pela pressão.

Em 2024, a Finma abriu processos contra o MBaer. A instituição de liquidar o banco enfrentou resistência jurídica, com a liquidação efetiva suspensa até a intervenção externa. Em fevereiro de 2026, a ordem de fechamento entrou em vigor após pressão do Tesouro.

Encerramento e impactos

Com o fim, a carteira de clientes de alto risco do MBaer enfrenta incertezas legais e operacionais por anos. A Finma permanece envolvida em procedimentos com ex-colaboradores, enquanto o setor financeiro suíço revisa regras para reforçar a supervisão.

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