- Inflação de alimentos subiu 0,88% na prévia de março, segundo o IBGE, pressionando o IPCA-15.
- Açaí (29,95%), feijão-carioca (19,69%) e ovo (7,54%) foram os itens que mais puxaram o avanço, enquanto café e frutas ajudaram a conter.
- No peso do indicador, ovos têm maior influência (0,2354), seguido por feijão (0,0987) e açai (0,0646).
- Leite longa vida subiu 4,46% e carnes, 1,45%; café moído caiu 1,76% e frutas recuaram 1,31%.
- Alimentação no domicílio acelerou para 1,10% em março (de 0,09% em fevereiro), enquanto alimentação fora de casa subiu 0,35%; IPCA-15 avançou 0,44% no mês, com 3,90% em doze meses.
O IPCA-15 de março mostrou alta de 0,44%, puxada pela alimentação. A inflação de alimentos registrou avanço de 0,88% no mês, segundo o IBGE, pressionando o indicador geral.
Entre os alimentos, açaí, feijão e ovo foram os principais responsáveis pela alta no período. O açaí subiu 29,95%, o feijão-carioca 19,69% e o ovo 7,54%.
Entretanto, apenas os ovos têm peso relevante no IPCA-15, respondendo por 0,2354 do índice, enquanto o açai (0,0646) e o feijão-carioca (0,0987) possuem participação menor. O café caiu 1,76% e as frutas recuaram 1,31%.
Outros itens elevados incluem leite longa vida (4,46%) e carnes (1,45%), ampliando o custo de itens básicos da alimentação. Já a pressão de custo não foi homogênea entre categorias.
O movimento de alimentação doméstica ficou mais intenso: alta de 1,10% em março, ante 0,09% em fevereiro. A alimentação fora de casa subiu 0,35%, após 0,46% no mês anterior.
No acumulado de 12 meses, a inflação pelo IPCA-15 ficou em 3,90%. O IPCA-E, indicador trimestral, registrou crescimento de 1,49% no primeiro trimestre. A leitura aponta desaceleração frente a fevereiro, quando houve alta de 0,84%.
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