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Americanas não fará fechamento em massa de lojas e as usará como pontos de entrega

Americanas não fará fechamentos em massa e quer usar lojas como plataformas logísticas para parceiros, com parque de cerca de 1.470 unidades

Empresa fechou 117 unidades em 2025 e hoje opera com 1.470 lojas em mais de 800 cidades; capilaridade ajudaria a funcionar como plataforma logística para parceiros
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  • A Americanas não fará mais fechamentos massivos de lojas, após o ciclo de reestruturação, mantendo hoje cerca de mil quatrocentos e setenta pontos de venda. Em 2025 foram fechadas cento e dezessete unidades, totalizando cerca de três centenas desde o início da reestruturação.
  • A rede pode atuar como plataforma logística para parceiros, com potencial de cerca de mil e quinhentos pontos de entrega no Brasil, ampliando a capilaridade para a operação de marketplaces.
  • O canal digital representa cerca de quatro por cento das vendas, enquanto a empresa registra aproximadamente noventa e cinco milhões de visitas mensais nas lojas físicas, no site e no aplicativo, além de mais de trinta e cinco milhões de seguidores nas redes.
  • A estratégia foca em aumentar a frequência de compras e o tíquete médio, por meio de iniciativas como o programa Cliente A, priorizando a experiência omnicanal com a loja física no centro da operação.
  • A Americanas protocolou a saída da recuperação judicial, encerrando 2025 com caixa superior à dívida, resultado líquido positivo e melhoria operacional de R$ 770 milhões; a decisão depende de aprovação judicial.

A Americanas informou que não deverá mais realizar fechamentos massivos de lojas após o ciclo de reestruturação. A empresa mantém cerca de 1.470 unidades ativas em mais de 800 cidades, com ajustes pontuais conforme a demanda.

O foco é estabilizar a base física e ampliar a frequência de visitas. Em 2025, a rede fechou 117 unidades, totalizando desde o início do processo de reestruturação um corte próximo de 300 lojas. A empresa sustenta que a queda de clientes não indica deterioração da demanda.

Além disso, a companhia passou a ver as lojas como parte de uma plataforma logística para parceiros. A capilaridade existente pode atender marketplaces que buscam ampliar presença no Brasil, segundo afirmações do presidente Fernando Soares.

Ponto logístico

A rede opera hoje com cerca de 95 milhões de visitas mensais entre lojas físicas, site e aplicativo. A base digital responde por aproximadamente 4% do total de vendas, sinalizando prioridade pela expansão omnicanal centrada na loja física.

Soares destacou que o objetivo é elevar a frequência de compra e o tíquete médio, com iniciativas como o programa Cliente A, para ampliar gasto e recorrência sem priorizar a aquisição de novos clientes.

A parceria com plataformas digitais já ocorre, com exemplos de cooperação com o magazine Luiza para integração de operações no marketplace. Novas parcerias devem manter o foco no cliente e na operação das lojas, com a loja física no centro do modelo.

Saída da recuperação judicial

A Americanas protocolou o pedido de saída da recuperação judicial e encerrou 2025 com caixa superior à dívida, além de resultados líquidos positivos. A direção atribui a mudança ao cumprimento do plano, à transformação do negócio e à melhoria operacional.

O movimento foi apresentado como marco na consolidação da reestruturação, com avanços na melhoria de resultados e na posição de caixa ao longo do ano. A decisão final depende de aprovação judicial.

No aspecto estratégico, a empresa reestruturou o modelo de negócios para centralizar a loja física. A participação do digital, que já foi relevante, caiu para uma parcela minoritária das receitas, fortalecendo a convergência entre canais.

Perspectivas e operações

O grupo aponta que a massa de lucro é o foco, más ajustes de preço serão avaliados com cautela para não comprometer a competitividade. A gestão afirma manter a convergência entre lojas físicas e plataformas digitais para sustentar o crescimento. A conclusão do processo de recuperação judicial está sujeita à aprovação judicial.

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