- Probabilidade de a inflação ficar fora da meta em 2026 é de 30%, maior que os 26% estimados em dezembro de 2025.
- Meta de inflação é 3%, com risco de ficar acima de 4,5% também em 30% segundo o BC.
- Projeções apontam inflação mensal próximo a 0,33% em março, 0,42% em abril, 0,32% em maio e 0,33% em junho; fim de ano em 3,9%.
- O mercado de trabalho permanece aquecido e há hiato do produto levemente positivo, indicando crescimento acima do potencial.
- A tendência é de queda da inflação nos próximos trimestres com o efeito de condições monetárias restritivas; a Selic foi reduzida de 15% para 14,75% ao ano, e os próximos passos dependem da duração do conflito no Oriente Médio.
O Banco Central (BC) informou que a chance de a inflação ficar fora da meta em 2026 é de 30%. O percentual subiu frente à estimativa de dezembro de 2025, quando era de 26%. A divulgação ocorreu com a publicação do Relatório de Política Monetária.
A meta de inflação, estabelecida pelo CMN, é de 3%. Ficar acima de 4,5% é considerado descumprimento da norma. A probabilidade de inflação acima desse patamar em 2026 ficou em 30%, segundo o BC.
O BC projeta inflação mensal de 0,33% em março, 0,42% em abril, 0,32% em maio e 0,33% em junho. A leitura anual aponta passagem de 3,58% para 3,56%, depois para 3,63% e 3,72%. O ano fecharia em 3,9%.
Contexto externo e câmbio
O relatório aponta que o conflito no Oriente Médio elevou a incerteza e favorece pressões de preços globais. O BC citou impactos sobre a cadeia de suprimentos e commodities, que influenciam a inflação brasileira.
O mercado de trabalho mantém aquecido, e o hiato do produto permanece levemente positivo, sinalizando crescimento acima do potencial. Esses elementos sustentam o cenário de maior volatilidade nas projeções.
Política monetária e trajetórias
O BC destacou que as condições monetárias restritivas devem influenciar a trajetória da inflação nos próximos trimestres. A Selic foi mantida em 14,75% e vem sendo usada como ferramenta central da política monetária.
Os próximos passos dependem da duração do conflito no Oriente Médio. O comitê reforçou que monitora de perto riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, com impactos sobre custos e prazos na economia brasileira.
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