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BC não vê inflação no centro da meta até 2028, cita pressão do petróleo

BC não vê inflação no centro da meta até 2028 e aponta pressão do petróleo; queda só volta em 2027, com IPCA acima da meta ainda no horizon relevante

Sede do Banco Central em Brasília
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  • O Banco Central projeta inflação acima da meta neste ano e retorno ao centro da meta apenas em 2028, com meta de 3% e tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo.
  • A trajetória de alta da inflação deve ocorrer até o fim de 2026, retomando a queda no terceiro trimestre de 2027, ainda assim acima do centro da meta.
  • O índice de inflação previsto, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve fechar 2026 em 3,9% e cair para 3,1% no último período considerado, referente ao terceiro trimestre de 2028.
  • No horizonte relevante de política monetária (terceiro trimestre de 2027), a inflação projetada é de 3,3%, acima do centro da meta.
  • A projeção mais alta para este ano eleva a probabilidade de a inflação ultrapassar o teto da tolerância no quarto trimestre de 2026, de 23% para 30%, com os efeitos de alta do petróleo como fator principal.

O Banco Central (BC) não projeta inflação no centro da meta até 2028. O novo Relatório de Política Monetária, divulgado nesta quinta-feira, aponta trajetória de alta da inflação neste ano, com retorno ao centro da meta apenas em 2028. O documento tem publicação trimestral.

Segundo o relatório, a inflação deve subir até o fim de 2026 e depois iniciar queda rumo ao terceiro trimestre de 2027, ainda acima do centro da meta. A meta oficial é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo.

Para a análise técnica, o BC aponta IPCA de 3,9% para 2026, caindo para 3,1% no terceiro trimestre de 2028. No horizonte relevante de política monetária, que corresponde ao terceiro trimestre de 2027, a inflação fica em 3,3%.

A elevação da projeção para este ano aumenta a probabilidade de a inflação superar o intervalo superior de tolerância no último trimestre de 2026, passando de 23% para 30%. O relatório enfatiza o efeito de alta do petróleo como fator de pressão.

Fatores externos, como o preço do petróleo, aparecem como principal risco à trajetória da inflação. O BC ressalta que volatilidades nesse mercado podem manter pressões sobre o IPCA mesmo com ajuste monetário.

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