- Bitcoin cai 2,6% nesta quinta, cotado a US$ 69.514, girando em torno de US$ 70 mil; no Brasil, o BTC fica próximo de R$ 364.022.
- Ethereum recua 5%, abaixo de US$ 2 mil, enquanto XRP cai 3,4% e Solana recua 4,8%.
- O mercado segue pressionado pela incerteza sobre a guerra entre EUA e Irã e pela dificuldade do Congresso dos EUA para avançar com a Lei Clarity.
- O Irã rejeitou publicamente um acordo com os EUA e apresentou uma proposta própria; o Parlamento iraniano também prepara regras para taxar embarcações no Estreito de Ormuz.
- Na cena regulatória, a Lei Clarity enfrenta impasse, com divergências sobre o tratamento de pagamentos de rendimento de stablecoins e resistência de autoridades financeiras dos EUA.
O Bitcoin recuou nesta quinta-feira, 26, voltando a ficar abaixo de US$ 70 mil. A cotação caiu para US$ 69.514, enquanto o valor em reais ficou em torno de R$ 364.022, de acordo com o Portal do Bitcoin. O movimento ocorre em meio a incertezas sobre a guerra entre EUA e Irã e a dificuldade do Congresso dos EUA em avançar com a Lei Clarity.
As criptomoedas de maior valor acompanham a queda. O Ethereum recua cerca de 5%, perto de perder US$ 2 mil, enquanto XRP cai 3,4% e Solana registra queda próxima de 4,8%. O desempenho reflete ainda o ambiente de aversão ao risco nos mercados.
A tensão geopolítica ganhou destaque com a negociação entre EUA e Irã. Ontem, houve relatos de proposta de cessar-fogo de 15 pontos, mas o Irã rejeitou o acordo e apresentou uma contraproposta. Além disso, o Irã estuda novas regras para taxar embarcações no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo.
Jim Reid, do Deutsche Bank, afirmou que a dúvida sobre um acordo pode manter os mercados céticos em relação a notícias positivas dos EUA, dada a falta de sinais equivalentes por parte do Irã. Em Wall Street, o pregão foi marcado por quedas nos índices e alta no petróleo, enquanto ouro e prata registraram perdas.
Impasse sobre a Lei Clarity
O mercado cripto continua atento à Lei Clarity, a proposta regulatória dos EUA. O texto apresentado recentemente gera reações mistas. A Coinbase voltou a declarar oposição ao projeto na forma atual. Um ponto de discórdia envolve o tratamento de pagamentos de rendimento sobre depósitos em stablecoins.
Bancos americanos defendem maior fiscalização ou o bloqueio desses pagamentos. A indústria cripto, por sua vez, argumenta que restringir pagamentos de stablecoins reduziria a competitividade dos EUA. O objetivo do projeto é oferecer maior clareza regulatória para estimular investimentos.
O andamento da Lei Clarity segue incerto, com a votação prevista para este ano em meio a um cenário eleitoral de meio de mandato no segundo semestre. Enquanto isso, o mercado observa impactos potenciais na tokenização e no desenvolvimento do ecossistema cripto.
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