- O governo prorrogou por 180 dias o estado de emergência zoossanitária em todo o Brasil devido à influenza aviária H5N1, oficializada pela Portaria nº 896 em 26, com foco preventivo na resposta rápida.
- A medida mantém instrumentos para ações de contenção, mobilização de recursos federais e articulação com estados, municípios e organizações não governamentais.
- O país registra 188 focos da doença, sendo 173 em aves silvestres, 14 em criações de subsistência e 1 em plantel comercial; a maioria dos casos é em aves não comerciais.
- Em março, o Rio Grande do Sul confirmou um foco de influenza aviária em aves silvestres na Lagoa da Mangueira, em Santa Vitória do Palmar, região da Reserva do Taim.
- Na Argentina, há confirmação de terceiro foco, com suspensão de exportações para países que exigem status de território livre; o Senasa afirma acordos bilaterais permitem vendas para mais de 35 países que adotam regionalização.
O governo federal prorrogou por 180 dias o estado de emergência zoossanitária em todo o Brasil em função da circulação do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), H5N1. A medida foi oficializada nesta quinta-feira (26) pela Portaria nº 896, com caráter preventivo.
A prorrogação preserva a capacidade de resposta do MAPA (Ministério da Agricultura) para ações rápidas de contenção e erradicação de focos. Garante também a mobilização de recursos federais e a articulação com estados, municípios e entidades.
Brasil registra circulação do vírus desde maio de 2023, com o primeiro foco em aves silvestres. O primeiro caso em avicultura comercial ocorreu em maio de 2025, elevando o alerta sanitário.
Foram identificados até agora 188 focos no país; 173 em aves silvestres, 14 em criações de subsistência e apenas 1 em plantel comercial. A prioridade continua a vigilância para evitar impactos na produção.
Situação regional e internacional
Ainda em março, o Rio Grande do Sul confirmou um foco de IAAP em aves silvestres na Lagoa da Mangueira, em Santa Vitória do Palmar, na região da Reserva do Taim.
Na região, a situação ganhou atenção adicional por ações na Argentina, onde houve o terceiro foco da gripe aviária em aves comerciais. O país suspendeu exportações após perder o status de livre da doença conforme a OMSA.
Implicações para o comércio
Com a confirmação de novos surtos, a Argentina enfrentou a suspensão de exportações para mercados que exigem território livre de influenza aviária. Apesar disso, o Senasa aponta acordos bilaterais que permitem continuidade de vendas para mais de 35 países que adotam regionalização.
Entre na conversa da comunidade