- Ipsos-Ipec aponta apoio de 90% a fontes limpas (solar e eólica) e resistência de 70% a financiar subsídio para energia.
- 93% consideram importante que a eletricidade venha de fontes limpas; 57% muito importante e 36% importante.
- Sobre custo, 43% dos que veem a energia limpa como importante não estão dispostos a pagar mais na conta; 35% pouco dispostos e 19% muito dispostos.
- Falhas no fornecimento são comuns: 73% sofreram interrupções nos últimos três meses; 30% tiveram quedas de 2 a 3 vezes.
- Durações das interrupções variam, com 58% entre mais de 10 minutos e 3 horas; 24% ficaram fora do ar por mais de 3 horas.
O Ipsos-Ipec divulgou, neste mês, resultados de levantamento realizado de 5 a 9 de fevereiro de 2026. A pesquisa aponta apoio dos brasileiros à transição para fontes de energia mais limpas, mas resistência a custos adicionais na conta de luz. Foram 2.000 pessoas em 129 municípios.
Segundo o estudo, 93% consideram importante que a energia elétrica seja gerada a partir de fontes limpas. Deste total, 57% avaliam como muito importante e 36% como importante. Apenas 3% veem como pouco ou nada importante.
A pesquisa mostra que, mesmo com o apoio às fontes renováveis, há margem de resistência ao aumento de tarifas. Entre os que valorizam a energia limpa, 43% não estão dispostos a pagar mais pela conta de luz.
Entre as dificuldades levantadas, 73% relataram interrupções no fornecimento nos últimos três meses. A pesquisa também aponta frequência de quedas e o impacto na vida dos entrevistados.
Sobre a frequência das quedas, 22% afirmam não ter enfrentado interrupções, enquanto 30% relataram quedas de 2 a 3 vezes no período, e 15% citaram mais de 6 interrupções.
Em relação ao tempo de falta de luz, 58% ficaram sem energia entre 10 minutos e 3 horas. Outros 29% ficaram entre 10 minutos e 1 hora, ou entre 1 e 3 horas, e 24% relataram períodos superiores a 3 horas.
No aspecto econômico, 36% veem a conta como muito alta e 35% como alta. Assim, 71% possuem percepção negativa do valor da tarifa, contra 22% que consideram justo.
Metodologia
A pesquisa ouviu 2.000 pessoas com 16 anos ou mais, em 129 municípios. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de até 2 pontos percentuais. A amostra é de 52% mulheres e 48% homens, com concentração regional no Sudeste (42%) e Nordeste (26%).
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