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Cidade latina terá maior alta do consumo até 2030, aponta estudo

Georgetown, Guiana, lidera o gasto de consumidores da América Latina até 2030, com alta anual de 7,9% e US$ 1,5 bilhão, impulsionada pela extração de petróleo

Georgetown: capital guianense deve registrar uma alta no gasto real de 7,9% ao ano até 2030. (Foto: Shutterstock)
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  • Georgetown, capital da Guiana, deve ter alta de gasto real de 7,9% ao ano até 2030, chegando a US$ 1,5 bilhão.
  • Será a única cidade latino-americana no ranking das 100 com maior crescimento do gasto de consumo, ocupando o oitavo lugar, impulsionada pela expansão da produção de petróleo.
  • Santo Domingo (4,7%, US$ 37 bilhões) aparece em seguida na região; Lima (2,8%, US$ 83 bilhões) e Santiago do Chile (2,6%, US$ 89 bilhões) também apresentam avanços.
  • Grandes cidades da região, como Cidade do México (1,7%, US$ 250 bilhões), Buenos Aires (1,5%, US$ 170 bilhões) e São Paulo (1,5%, US$ 200 bilhões), ficam abaixo da média regional.
  • As 113 cidades latino-americanas analisadas devem responder por cerca de 7% do crescimento nominal do gasto até 2030, com o gasto regional próximo de US$ 7,3 trilhões até 2030.

Georgetown, capital da Guiana, deve liderar o gasto dos consumidores na América Latina até 2030, segundo a Oxford Economics. O crescimento anual ficou estimado em 7,9%, impulsionado pela expansão da produção de petróleo.

A estimativa aponta gasto real de US$ 1,5 bilhão para Georgetown, posição que a coloca no oitavo lugar entre as 100 cidades com maior crescimento global do consumo. A cidade aparece, assim, como exceção regional.

Cidades-chave da região

Porto Príncipe, no Haiti, fica aquém da média regional, com projeção de menor crescimento. Santo Domingo, na República Dominicana, aparece em segundo lugar regional, com 4,7% de alta e gasto de US$ 37 bilhões.

Lima, no Peru, deve crescer 2,8%, chegando a US$ 83 bilhões. Santiago do Chile deve alcançar 2,6% de aumento, totalizando US$ 89 bilhões em gasto. Cidade do México registra 1,7% e US$ 250 bilhões.

Buenos Aires e São Paulo aparecem mais abaixo, com 1,5% de crescimento e gastos de US$ 170 bilhões e US$ 200 bilhões, respectivamente. A análise considera 1.000 cidades cobertas pelo serviço global da Oxford.

Cenário regional e motivações

A Oxford aponta que os maiores mercados latino-americanos crescerão abaixo da média global, enquanto cidades menores poderão performar melhor. Entre as 113 cidades latino-americanas, o total contribuirá com cerca de 7% do crescimento nominal até 2030.

Nos próximos cinco anos, o gasto nominal na região pode chegar a US$ 7,3 trilhões, um incremento de aproximadamente US$ 1,7 trilhão frente a 2025. A projeção compara o desempenho com outras regiões, como Oriente Médio e África.

Dinâmicas de renda e demografia

O relatório destaca que a ascensão da classe média urbana será um motor central do consumo até 2030, com maior peso de domicílios de renda média. Categorias como restaurantes e lazer devem registrar forte crescimento.

Mudanças demográficas também moldam o comportamento do consumidor. A urbanização elevada e taxas de natalidade moderadas devem limitar o aumento populacional, segundo a Oxford, embora cidades como Lima e Bogotá possam destoar dessa tendência.

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