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Conservadorismo do BC ganha tempo para entender impactos da guerra

BC mantém política monetária mais restritiva para ganhar tempo e entender impactos da guerra no Oriente Médio na inflação e nos preços ao consumidor

Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante coletiva de imprensa, em Brasília
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  • O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que a política monetária mais restritiva dos últimos anos coloca a autoridade em posição de ganhar tempo para entender os desdobramentos da guerra no Oriente Médio na inflação.
  • Ele afirmou que a incerteza sobre os desdobramentos afeta todos os bancos centrais e que não há visibilidade clara dos efeitos, que podem ir além do impacto imediato e mais esperado na inflação e no crescimento.
  • O efeito imediato mais perceptível pelo consumidor seria o nível de preços, considerado um choque de oferta que eleva o nível geral de preços.
  • Esse choque se soma a outros três ocorridos recentemente: a pandemia de Covid-19, a guerra na Ucrânia e a guerra tarifária.
  • O tom é de cautela e monitoramento constante, sem previsões definitivas sobre o caminho da inflação.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira, 26, que a condução mais restritiva da política monetária nos últimos anos coloca a autoridade em posição de observar com mais tranquilidade os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre a inflação.

Segundo ele, o conservadorismo na política monetária permite ganhar tempo para entender desdobramentos ainda incertos, que afetam bancos centrais de forma global e podem transcender o impacto imediato esperado de inflação elevada e menor crescimento.

Galípolo destacou que, apesar do controle da inflação, o choque de oferta gerado pelo conflito costuma influenciar o nível de preços ao consumidor, já que a guerra no Oriente Médio se soma a outros fatores recentes como a pandemia de Covid-19, a guerra na Ucrânia e a guerra tarifária.

O dirigente reforçou que as incertezas sobre desdobramentos futuros dificultam previsões precisas, enfatizando que os bancos centrais precisam monitorar a evolução de variáveis como inflação, crescimento e volatilidade nos mercados para calibrar políticas monetárias.

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