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Dívida pública sobe 2,31% em fevereiro e passa de R$ 8,8 trilhões

Dívida Pública atinge R$ 8,841 trilhões em fevereiro, impulsionada pela emissão de títulos prefixados; reserva financeira sobe e dívida externa avança

Dinheiro, Real Moeda brasileira Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo
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  • A Dívida Pública Federal fechou fevereiro em R$ 8,841 trilhões, alta de 2,31% ante janeiro, puxada pela emissão de títulos prefixados.
  • A Dívida Pública Mobiliária interna subiu para R$ 8,511 trilhões, avanço de 2,17%; emissão líquida de R$ 102,81 bilhões e apropriação de juros de R$ 77,76 bilhões, com a taxa Selic em 14,75% pressionando o endividamento.
  • A Dívida Pública Externa subiu 6,13%, para R$ 329,65 bilhões, devido à emissão de US$ 4,5 bilhões no mercado externo.
  • O colchão de liquidez subiu para R$ 1,192 trilhão, cobrindo 6,41 meses de vencimentos; vencimentos previstos de R$ 1,44 trilhão nos próximos 12 meses, com possível queda em março por recompra de cerca de R$ 49 bilhões.
  • Composição da DPF: participação de títulos atrelados à Selic em 49,1%, inflação em 25,85%, prefixados em 21,33% e cambiais em 3,71%; prazo médio de 4 anos; detentores: não residentes em 10,75%.

A Dívida Pública Federal (DPF) aumentou 2,31% em fevereiro, chegando a 8,841 trilhões de reais, ante 8,641 trilhões em janeiro. O crescimento foi puxado pela forte emissão de títulos prefixados, segundo o Tesouro Nacional.

A DPF é formada também pela Dívida Pública Mobiliária interna (DPMFi), que subiu para 8,511 trilhões de reais. Em fevereiro, houve emissão líquida de 102,81 bilhões em papéis, com apropriação de juros de 77,76 bilhões. A taxa Selic em 14,75% amplia esse efeito.

Emissão, vencimentos e colchão

No mês, o Tesouro emitiu 143,26 bilhões em títulos da DPMFi, enquanto resgates somaram 40,46 bilhões. A Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 6,13%, para 329,65 bilhões, apesar da queda do dólar. O aumento ocorreu principalmente pela emissão de US$ 4,5 bilhões no exterior.

O colchão de segurança da dívida subiu de 1,085 trilhão para 1,192 trilhão de reais, reflexo de emissões líquidas. O colchão cobre 6,41 meses de vencimentos. Nos próximos 12 meses, vencimentos previstos somam 1,44 trilhão.

Composição e cenários

Como reflexo da emissão de prefixados, a participação dos títulos por tipo variou: Selic passou de 49,42% para 49,1%; inflação de 26,35% para 25,85%; prefixados de 20,65% para 21,33%; câmbio de 3,58% para 3,71%.

O Plano Anual de Financiamento (PAF) indica intervalos para 2026: Selic entre 46% e 50%; inflação entre 23% e 27%; prefixados entre 21% e 25%; câmbio entre 3% e 7%. Prazos médios da DPF ficaram em 4 anos, sinalizando renovação com tradição de crédito.

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