- Dario Durigan assume o Ministério da Fazenda, substituindo Fernando Haddad, mantendo a linha de continuidade e foco em contas públicas em ano eleitoral.
- O mercado recebeu a troca de forma estável, destacando a necessidade de previsibilidade e cumprimento das metas fiscais para evitar ruídos.
- O espaço para gastos livres dos ministérios deve ficar apertado em 2026, já que o arcabouço fiscal limita o crescimento real das despesas a 2,5% ao ano.
- O governo propôs um subsídio aos importadores de diesel de R$ 1,20 por litro até o fim de maio, com custo dividido entre a União e os estados.
- Durigan enfrenta o desafio de discutir um eventual novo modelo fiscal a partir de 2027 sem protagonismo, buscando equilíbrio entre medidas de curto prazo e responsabilidade fiscal em ano eleitoral.
Dario Durigan assume o Ministério da Fazenda após a saída de Fernando Haddad, em meio a um cenário de inflação pressionada pela alta dos combustíveis e de ano eleitoral. O ex-secretário-executivo chega com o desafio de manter a disciplina fiscal e dar continuidade às diretrizes já anunciadas pelo governo.
Especialistas consideram que o foco principal será a previsibilidade das contas públicas. A gestão deverá evitar ruídos que afetem a confiança do mercado, mantendo metas fiscais e clareza na execução, sem apostas abruptas de mudanças de rumo.
Durigan tem histórico ligado à AGU e ao setor privado, com participação em medidas de aumento de arrecadação e na reforma tributária sobre consumo. O novo cargo ocorre em meio a tensões internacionais que influenciam o preço do diesel e a inflação no país.
Combustíveis e cenário externo
A alta no petróleo, impulsionada pela guerra no Oriente Médio, coloca Durigan à prova para conter impactos sobre preços internos. O governo propôs subsídio aos importadores de diesel, com pagamento de R$ 1,20 por litro até maio, dividindo custos entre União e estados.
Como parte do esforço, o diesel importado representa cerca de 30% do consumo no Brasil, o que facilita repasses de preço às bombas e eleva inflação. A solução depende de articulação com estados e de eventuais ajustes de tributos e incentivos.
Pressões eleitorais no horizonte
A troca no comando da Fazenda gerou, até aqui, expectativa de continuidade entre agentes do mercado. Contudo, a partir de 2027, dúvidas sobre a capacidade de Durigan de liderar agenda mais ampla podem ganhar força, caso o governo seja reeleito.
Além disso, há cautela quanto à necessidade de medidas imediatas em ano eleitoral, que podem entrar em conflito com metas de responsabilidade fiscal. Analistas destacam que o equilíbrio entre demanda social e disciplina fiscal é determinante para o mercado.
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