- Espaçolaser estuda parcerias com marcas do setor para atuar em wellness sem abrir novas lojas, mantendo 810 unidades no Brasil.
- A CEO Magali Leite confirmou a estratégia, sem revelar nomes nem prazos, indicando que parcerias devem marcar a expansão da empresa.
- A expansão por meio de parcerias não depende da incorporação de novos procedimentos; a companhia pode ampliar entregando serviços com marcas complementares.
- Em 2025, o ticket médio subiu 10% e ficou acima de R$ 1.400 nos quatro trimestres; as vendas nas lojas abertas há mais de um ano cresceram 5,4% no ano, com EBITDA ajustado de R$ 256,8 milhões e margem de 23,1%.
- Do ponto de vista financeiro, a dívida foi reestruturada, levando a alavancagem a 1,78 vez o EBITDA; o BNDES liberou R$ 20 milhões para modernização de equipamentos, e há projeção de economia de até R$ 32 milhões por ano com a substituição de sistemas de resfriamento.
A Espaçolaser, maior rede de depilação a laser do Brasil, avalia crescer sem abrir novas lojas. A empresa, com 810 unidades, mira parcerias com marcas de wellness, estética e saúde para ampliar atuação no setor. A informação foi confirmada pela CEO Magali Leite em entrevista à Bloomberg Línea.
A dirigente explicou que a expansão passa por colaborações estratégicas e combinações com marcas do mesmo ecossistema, sem depender necessariamente de incorporações de novos procedimentos. A prioridade é manter o modelo escalável atual.
Parcerias estratégicas em wellness
Leite destacou que os rumos incluem alianças com marcas complementares, buscando ampliar o portfólio sem ampliar a estrutura de lojas. A estratégia foca na base de clientes fiel, concentrada em shoppings de médio e alto padrão, para consolidar novos serviços dentro do ecossistema existente.
A executiva citou riscos de entrar em botox, bioestimuladores e preenchimento, que colocariam a empresa frente a dermatologistas, biomédicos e dentistas. Por isso, a Espaçolaser prefere expandir com equipamentos de laser facial e ultrassom, mantendo a natureza escalável do negócio.
Desempenho financeiro recente
No último ano, a empresa registrou ganho de consistência operacional, com ticket médio acima de R$ 1.400 em 2025 e crescimento de 5,4% nas lojas abertas há mais de um ano. A Black Friday das lojas próprias, em novembro, foi a maior em 22 anos da companhia.
O EBITDA ajustado chegou a R$ 256,8 milhões em 2025, com margem de 23,1%. A economia prevista com a substituição de sistemas de resfriamento a gás por equipamentos próprios alcançou 5 milhões no quarto trimestre, com potencial de chegar a 32 milhões por ano após a conclusão.
Dívida, investimentos e cenário de crédito
A dívida foi reestruturada em outubro, com quitação de passivos da holding e emissão de novas debêntures de R$ 593 milhões pela operação. O nível de alavancagem encerrou 2025 em 1,78x, menor em quatro anos.
Em janeiro de 2026, o BNDES liberou R$ 20 milhões em linha de 16 anos, a uma taxa Selic + 1,37%, para modernização de equipamentos. A empresa também concluiu 81% da substituição de sistemas de resfriamento, com impactos positivos na custos operacionais.
Perspectivas e provisões
As provisões para demandas judiciais de longo prazo subiram 153,6% entre 2024 e 2025, chegando a R$ 15,8 milhões. A gestão afirma que o nível está sob controle e acima do padrão do setor, mas ainda abaixo da média de concorrentes.
Analistas do Itaú BBA acompanham o desempenho e destacam a necessidade de manter consumo estável. A instituição manteve visão neutra para as ações da Espaçolaser, com preço-alvo próximo dos atuais, enquanto a empresa aponta valuation mais otimista em outras casas.
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