- A Polícia Federal investiga fraudes que chegam a R$ 500 milhões e aponta que grupo criminoso criou uma “lavanderia do crime” para lavar dinheiro, usada pelo Fictor e pelo Comando Vermelho.
- Ao menos 150 empresas de fachada foram criadas; após lavagem, gerentes de bancos ajudavam e as operações eram encerradas sem levantar suspeitas do Coaf.
- O líder indicado pela PF, Thiago Branco de Azevedo, está foragido.
- O foco é em fundos geridos pelo grupo Fictor; nesta quarta-feira, o CEO e o ex-CEO foram alvo de operação, e nesta quinta-feira houve 14 prisões.
- A Justiça determinou bloqueio e sequestro de bens até o limite de R$ 47 milhões, em 43 mandados de busca e apreensão, como parte de investigações de estelionato e lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal investiga fraudes que chegam a 500 milhões de reais contra instituições financeiras e aponta a existência de uma estrutura de lavagem de dinheiro chamada de lavanderia do crime. Segundo o inquérito, o Fictor e o Comando Vermelho teriam utilizado essa organização para movimentar recursos ilícitos.
A PF aponta que pelo menos 150 empresas de fachada foram criadas e, após lavar o dinheiro, eram encerradas sem levantar suspeitas do Coaf. O líder apontado pela investigação, Thiago Branco de Azevedo, está foragido.
Operação e desdobramentos
Nesta quarta-feira, 25, o grupo Fictor teve o CEO e o ex-CEO alvo de uma operação da PF. Em 17 de novembro do ano passado, a empresa anunciou a compra do Banco Master, com aportes de investidores árabes, em meio a relatos de liquidação extrajudicial do banco.
Nesta quinta, a PF deflagrou nova ação para investigar o esquema, resultando na prisão de 14 pessoas. Ao todo, foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
A Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até 47 milhões de reais, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa. A PF também apura crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.
A reportagem da CNN Brasil solicitou posição ao grupo Fictor sobre as investigações e aguarda retorno. As informações são apuradas pela PF e pelo Ministério Público Federal.
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