- Mãe Gabrielly Franco Garcia e o padrasto Rafael Luis Alves Júnior foram detidos após ligarem para a emergência alegando que o bebê Miguel Franco Silva, de 1 ano e 2 meses, havia engasgado; a avaliação mostrou que ele já havia falecido há cerca de uma hora.
- O bebê foi levado ao pronto atendimento de Sorocaba, interior de São Paulo, onde médicos encontraram vários ferimentos pelo corpo, incluindo lesões na cabeça, marcas de mordidas e indícios de abuso.
- Diante das evidências, a polícia investiga homicídio doloso; a dupla mantém a versão de que Miguel engasgou.
- A casa apresentava sangue e vestígios de agressão; a mãe mostrou machucados nas mãos e o padrasto tinha sangue na camiseta.
- Avó materna e o pai do bebê relataram histórico de conflitos na família e apontaram sinais de agressões anteriores contra Miguel; o pai afirmou ter tentado registrar denúncias, mas não conseguiu devido aos horários de trabalho.
A mãe e o padrasto do bebê Miguel Franco Silva, de 1 ano e 2 meses, foram detidos após acionarem a emergência alegando que o menino havia engasgado. O atendimento ocorreu na residência da família, em Sorocaba, interior de São Paulo, na última segunda-feira. Segundo a polícia, a afirmação initial não condiz com a evolução dos acontecimentos.
Ao chegar ao local, os socorristas constataram que Miguel já havia falecido. Uma avaliação preliminar apontou que o óbito foi registrado há cerca de uma hora, antes do chamado feito pela dupla. O bebê foi levado ao pronto atendimento da cidade, onde a equipe médica confirmou o falecimento e ficou surpreendida com o cenário encontrado.
Durante a apuração, médicos do hospital encontraram múltiplas lesões no corpo da vítima, entre elas ferimentos na cabeça, marcas de mordidas, ferimentos no nariz, orelhas, dedos das mãos e dos pés, além de sinais de afundamento craniano. A hipótese aponta para possível abuso, o que levou à detenção dos dois investigados. A mãe e o padrasto insistem na versão de que Miguel se machucou sozinho.
Investigação e depoimentos iniciais
A avó materna e o pai da criança foram ouvidos pela polícia. A avó relatou que a filha e o companheiro não tinham relação afetuosa com toda a família e que a mãe, mesmo após os 18 anos, mantinha contato apenas para questões de aluguel e alimentação. Ela afirmou ter observado arranhões, inchaços e marcas de mordidas no bebê, mas a mãe ter dito que eram provocados pela própria criança.
O pai contou que também percebeu marcas de agressão na criança. Questionado sobre tentativas de guarda, afirmou que buscou formalizar a denúncia, mas não teve tempo devido à rotina de trabalho. A perícia confirmou presença de sangue na residência e indicou que os machucados apresentados pela mãe poderiam ter relação com outro episódio de violência, segundo seu relato. A investigação segue para esclarecer as circunstâncias do ocorrido e confirmar a autoria.
O caso permanece em apuração pela autoridade policial e pela perícia, que devem esclarecer as circunstâncias do falecimento de Miguel e a possível relação com maus-tratos. As informações oficiais devem indicar os próximos passos do processo.
Entre na conversa da comunidade