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Guerra no Oriente Médio freia melhoria da economia global, diz OCDE

Guerra no Oriente Médio freia a economia global; fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz pode elevar a inflação do G20

Porto de Los Angeles, EUA
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  • A OCDE diz que a guerra no Oriente Médio freia a recuperação da economia global e que a quase paralisação dos embarques de petróleo pelo Estreito de Ormuz pode elevar a inflação.
  • O PIB global deve crescer 2,9% em 2026, recuperando para 3,0% em 2027, após ter sido de 3,3% no ano anterior.
  • A alta nos preços de energia e a incerteza do conflito pesam sobre o crescimento, mesmo com investimentos em tecnologia e tarifas mais baixas.
  • A OCDE sustenta que a projeção de 2026 não mudou em relação a dezembro, mas aponta que o cenário sem o agravamento do conflito poderia ter rendido aumento de até cerca de 0,3 ponto percentual para 2026.
  • A inflação do grupo G20 deve ficar em 4,0% em 2026, 1,2 pontos percentuais acima do esperado, antes de recuar para 2,7% em 2027.

O conflito no Oriente Médio interrompeu a trajetória de crescimento da economia global, segundo a OCDE. A quase paralisação dos embarques de petróleo pelo Estreito de Ormuz eleva a pressão inflacionária.

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, com sede em Paris, afirmou que a economia global perderia o impulso que vinha ganhando antes da escalada militar contra o Irã. O cenário mudou radicalmente.

A OCDE projeta o PIB global em 2,9% em 2026, ante 3,3% em 2025, com recuperação esperada para 2027, a 3,0%. O aumento de preços de energia e a imprevisibilidade do conflito justificam a revisão.

A instituição aponta que forte investimento tecnológico, tarifas efetivas mais baixas e o lastro de 2025 ajudam a sustentar o crescimento, mas o efeito negativo do choque energético domina.

A previsão de 2026 não foi alterada em relação ao relatório de dezembro, mas indicadores apontavam possível revisão para cima caso o conflito não se agravasse — efeito que foi absorvido pela intensificação dos combates.

Com a alta de energia, a inflação do grupo de 20 maiores economias fica 1,2 ponto percentual acima do esperado para 2026, atingindo 4,0%, e recua para 2,7% em 2027.

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