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Guerra no Oriente Médio pode elevar custo de medicamentos, afirma Ministério

Ministério da Saúde monitora impactos logísticos e de custos de medicamentos ante a guerra no Oriente Médio; ainda sem risco de desabastecimento

Fernanda de Negri, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde
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  • Ministério da Saúde acompanha, em evento no Rio de Janeiro, possíveis impactos da guerra no Oriente Médio na cadeia de produção e abastecimento de medicamentos no Brasil.
  • A secretária Fernanda de Negri afirmou que guerras podem afetar logística e fornecimento de insumos, com reflexos indiretos na economia.
  • A região é estratégica por concentrar rotas de transporte de petróleo, insumo essencial para a indústria farmoquímica.
  • Não há, até o momento, indícios de desabastecimento de medicamentos no Brasil, mas custos de produção e logística podem subir.
  • O governo destaca a necessidade de ampliar a produção nacional de medicamentos para reduzir dependência externa.

O Ministério da Saúde acompanha os potenciais impactos da guerra no Oriente Médio sobre a cadeia de produção e abastecimento de medicamentos no Brasil. A avaliação envolve logística, custos e disponibilidade de insumos.

Durante evento no Rio de Janeiro, a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda de Negri, revelou o monitoramento contínuo das contas globais de insumos médicos. A pasta busca entender efeitos indiretos de conflitos geopolíticos.

Segundo a secretária, guerras tendem a alterar cadeias de valor e logística. O ministro Padilha já destacou que conflitos afetam fretes, infraestrutura e custos de materiais. A prioridade é mapear possíveis gargalos.

A região do conflito é estratégica, com rotas de transporte de petróleo que impactam a indústria farmoquímica mundial. O Estreito de Ormuz movimenta cerca de 40% do petróleo global, o que pode influenciar insumos para o Brasil.

A entrevista ressaltou que grande parte dos princípios ativos importados vem da Índia, com parte dos insumos transitar por rotas no Oriente Médio. Até o momento, não há alerta de desabastecimento, mas surgem hipóteses de aumento de custos de produção e logística.

Para mitigar riscos, a secretária destacou a expansão da produção nacional de medicamentos. A medida reduziria a dependência de insumos externos e fortaleceria a segurança de abastecimento em cenários de instabilidade internacional.

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