- IPCA-15 subiu 0,44% em março, desacelerando em relação a fevereiro (0,84%).
- O resultado ficou acima das expectativas do mercado, que projetava 0,29%.
- Acumulado em doze meses até março ficou em 3,90%, acima da projeção de 3,74%.
- Destaques: alimentação no domicílio subiu 1,10% e despesas pessoais avançaram 0,82%, puxando o índice.
- Entre os demais itens, habitação subiu 0,24% e transportes avançou 0,21%, com passagens aéreas em alta de 5,94%.
O IPCA-15, prévia da inflação oficial, subiu 0,44% em março, pelo IBGE. O número desacelerou em relação a fevereiro, quando houve alta de 0,84%. O resultado ficou acima das expectativas do mercado, que esperava 0,29%.
No acumulado de 12 meses até março, o índice avançou 3,90%. Havia expectativa de desaceleração para 3,74%, ante 4,10% nos 12 meses encerrados em fevereiro. Mesmo assim, havia pressões inflacionárias associadas ao cenário externo.
A divulgação ocorre em meio a tensões geopolíticas no Oriente Médio, mas o índice reflete pressões locais de alimentos, serviços e energia. A meta de inflação do BC é 3%, com margem de 1,5 ponto para cima ou para baixo.
Destaques da inflação
Todos os nove grupos de produtos e serviços registraram variação positiva em março. A alimentação e bebidas respondeu pela maior alta, com 0,88%, contribuindo com 0,19 ponto percentual.
A alimentação no domicílio acelerou de 0,09% em fevereiro para 1,10% em março. Entre os itens com elevação, destacam-se açaí (29,95%), feijão-carioca (19,69%), ovo (7,54%), leite longa vida (4,46%) e carnes (1,45%).
Entre as quedas, café moído caiu 1,76% e frutas recuaram 1,31%. O grupo de despesas pessoais teve alta de 0,82% no mês, impactando 0,09 ponto. Serviços bancários subiram 2,12% e empregado doméstico avançou 0,59%.
O segmento de habitação acelerou para 0,24%, ante 0,06% em fevereiro, com influência da energia elétrica residencial (0,29%), refere-se a reajustes de 15,10% a 14,66% nas concessionárias do Rio de Janeiro, vigentes a partir de 15 de março. A bandeira tarifária permaneceu verde.
Energia, transportes e combustíveis
No grupo Transportes houve alta de 0,21%, com passagens aéreas subindo 5,94%, o maior impacto individual do mês. Os combustíveis apresentaram queda de 0,03%, com recuos em gás veicular (-2,27%), etanol (-0,61%) e gasolina (-0,08%). O diesel subiu 3,77%.
A Petrobras elevou o preço do diesel A em refino em 11,6% neste mês. A estatal apontou que o reajuste pode não chegar ao consumidor final, devido a programa de subvenção ao diesel e à redução de tributos federais anunciada pelo governo para atenuar o impacto do petróleo. A gasolina não teve reajustes pela empresa desde o início do conflito.
O IPCA-15 serve de referência para o desempenho da inflação oficial e orienta projeções para o IPCA divulgado pelo Banco Central. As informações são de fontes oficiais do IBGE.
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