- O mercado de arroz no Rio Grande do Sul segue com baixa liquidez, mesmo com recente alta de preços, segundo o Cepea.
- Fatores que travam as negociações são custos elevados, margens negativas e incertezas sobre medidas de apoio ao setor.
- Denis Dias Nunes, presidente da Federarroz, afirma que os preços subiram cerca de 10% em 30 dias, mas continuam abaixo do custo e do preço mínimo da Conab.
- O governo anunciou uma subvenção de 70 milhões de reais para a safra 2025/2026, visto como um alívio, mas ainda não se sabe se será suficiente para enfrentar a crise.
- O apoio envolve prêmios de escoamento para produtores e para beneficiadores (Pepro), beneficiando tanto produtores quanto indústrias de arroz.
O arroz no Rio Grande do Sul mantém baixa liquidez, mesmo com recente alta de preços. O Cepea aponta entraves como custos elevados, margens negativas e incertezas sobre medidas de apoio que afetam negociações e escoamento da safra.
Denis Dias Nunes, presidente da Federarroz, afirma que houve aumento de cerca de 10% nos preços nos últimos 30 dias, mas o valor ainda fica abaixo do custo de produção. A situação complica as exportações para favorecer o escoamento local.
Para o setor, a possibilidade de ampliar a venda externa depende de competitividade e de previsibilidade de políticas públicas, incluindo apoio financeiro e medidas de estímulo ao escoamento da produção.
Medidas de apoio e avaliação
A subvenção de 70 milhões anunciada pelo governo surge como alívio parcial para produtores e beneficiadores, segundo Nunes. O montante é destinado ao Brasil e contempla prêmios de escoamento da produção, tanto para produtores quanto para indústrias de beneficiamento.
O dirigente ressalta que ainda não é possível confirmar se o valor será suficiente para mitigar a crise, mas representa um socorro importante neste momento. A expectativa é de que o apoio complemente ações privadas e exportações para reduzir a pressão sobre o mercado gaúcho.
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