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Roubo de cargas cai quase 17% em 2025, mas prejuízos chegam a bilhões

Queda de 16,7% no roubo de cargas em 2025 não reduz perdas bilionárias, Sudeste concentra 86,8% dos casos e custos indiretos podem levar a mais de R$ 1 bilhão

Transporte de carga
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  • Em 2025 foram registradas oito mil setecentos e cinquenta ocorrências de roubo de cargas, queda de dezesseis vírgula sete por cento versus 2024.
  • A redução não elimina o crime como desafio, que continua impactando o setor de transportes e logística.
  • O Sudeste concentrou setenta e seis por cento das ocorrências, sendo Rio de Janeiro e São Paulo os estados com mais registros.
  • O prejuízo estimado pelo setor é de cerca de R$ 900 milhões, podendo superar R$ 1 bilhão com efeitos indiretos, como aumento de seguros e custos operacionais.
  • A Lei Antifacção, conhecida como Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, entrou em vigor no dia vinte e cinco, ampliando penas para líderes de facções e fortalecendo mecanismos de movimentação financeira.

O Brasil registrou 8.750 ocorrências de roubo de cargas em 2025, segundo a NTC&Logística. O número caiu 16,7% em relação a 2024, mas o crime continua entre os principais desafios do transporte e da logística no país.

A prática mantém o foco em cargas de alta liquidez, como alimentos, combustíveis, medicamentos e eletrônicos, com abordagens que incluem interceptações de veículos em movimento, ataques durante entregas e ações em áreas urbanas e corredores estratégicos.

A concentração dos casos ocorreu principalmente no Sudeste, com 86,8% das ocorrências, destacando Rio de Janeiro e São Paulo como as unidades da Federação com maior registro do crime.

Contexto e números

Apesar da queda de ocorrências, o prejuízo financeiro estimado alcança cerca de R$ 900 milhões, podendo superar R$ 1 bilhão quando são considerados efeitos indiretos, como custos operacionais, seguros e repasses aos preços.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, houve avanços institucionais e legislativos, mas o problema persiste e demanda ações contínuas de segurança e integração entre setor público e privado.

Ele destacou que a sanção do Marco Legal do Combate ao Crime Organizado pode ajudar na redução do roubo de cargas, mas o cenário permanece preocupante e requer ações estruturadas em todo o país.

Lei Antifacção entra em vigor

O marco legal, conhecido como Lei Antifacção, entrou em vigor nesta quarta-feira, 25 de junho. A legislação amplia penas para líderes de facções criminosas e cria mecanismos que restringem a movimentação financeira dos grupos.

O setor de transportes já havia sinalizado preocupação com o roubo de cargas nos últimos anos, levando a redirecionamentos de investimentos, criaçao de centros próprios de monitoramento e ampliação do uso de segurança privada nos trajetos.

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