- Ana Botín disse que a eficiência do Santander deve melhorar no primeiro trimestre de 2026, com custos em euros constantes caindo e receita e base de clientes em alta.
- A instituição prevê ganho de aproximadamente 250 pontos-base em eficiência, mantendo tendências positivas de anos anteriores.
- A executiva destacou maior incerteza econômica global, com inflação elevada e crescimento mais baixo.
- Em 2026, o Santander fechou a compra do Webster Financial por US$ 12 bilhões, a maior aquisição de um credor americano por um banco europeu continental.
- Nos últimos 12 meses, houve venda da fatia majoritária da unidade polonesa para o Erste Group Bank (€7 bilhões) e compra do TSB (Banco Sabadell); a lucratividade sobe e as ações valorizaram-se.
Ana Botín, presidente executiva do Banco Santander, anunciou que a eficiência deve melhorar no trimestre atual e que o lucro aumentará no ano, mesmo diante de inflação elevada e menor expansão global. a declaração ocorreu durante a assembleia geral anual do Santander.
A executiva destacou que, no primeiro trimestre de 2026, a base de clientes e a receita devem crescer, enquanto os custos em euros constantes devem recuar em relação ao mesmo período do ano anterior. a projeção aponta uma melhoria de eficiência de cerca de 250 pontos-base.
Apesar das perspectivas positivas, Botín ressaltou o aumento da incerteza econômica mundial, com inflação mais alta e crescimento mais baixo, riscos que, segundo ela, se tornam mais prováveis com o tempo.
Transações sob comando de Botín
O Santander já concluiu operações relevantes nos últimos meses. Em janeiro, concordou em adquirir Webster Financial, por US$ 12 bilhões, marcando uma das maiores compras de um credor americano por um banco europeu.
A executiva também supervisionou a venda da participação majoritária na unidade polonesa do Santander ao Erste Group Bank, por € 7 bilhões, em abril, e a aquisição do credor britânico TSB, do Banco Sabadell.
A escalada de valorização das ações do Santander, impulsionada por juros mais altos, elevou a lucratividade nos últimos anos, com a empresa se tornando o banco mais valorizado da Europa continental em 2025.
Fonte: Bloomberg.
Entre na conversa da comunidade