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Comercializadoras de energia avaliam acionar o Cade contra geradoras

Comercializadoras avaliam acionar o Cade contra geradoras, diante da concentração de oferta e da queda de liquidez no mercado livre de energia

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  • Comercializadoras independentes avaliam acionar o Cade contra grandes geradoras, devido à deterioração da liquidez no mercado livre de energia.
  • Há concentração de oferta em quatro grandes geradoras e restrições de crédito e negociação de contratos no ACL (Ambiente de Contratação Livre).
  • O modelo de despacho teria colapsado, tornando difícil prever preços, e grandes participantes teriam reducido operações com comercializadoras.
  • As operações continuam, mas com exigência de garantias e menor acesso a crédito, o que reduz a atuação de parte do mercado.
  • Além disso, há recusa de contratos de longo prazo por parte de grandes geradoras e fatores como curtailment, risco hidrológico e expansão da micro e minigeração que pressionam a liquidez.

As comercializadoras independentes de energia estudam acionar o Cade contra grandes geradoras, em razão da deterioração da liquidez no mercado livre de energia. O movimento ocorre em meio a tensões no ACL e à concentração de poder de mercado entre poucos players, segundo apurações da CNN com fontes do setor.

Aponte-se que o poder de mercado está concentrado em quatro geradoras, o que reduziria a liquidez. O despacho do mercado é visto como colapsado, tornando impossível prever preços, segundo interlocutor familiar com as conversas.

Executivos sob sigilo relatam que grandes participantes passaram a restringir operações com comercializadoras independentes, cortando crédito e alterando condições de negociação. Operações não foram encerradas, mas passaram a exigir garantias em contratos bilaterais.

Contexto atual

A redução de liquidez ocorre após episódios de inadimplência envolvendo comercializadoras, elevando a aversão ao risco de bancos e grandes empresas. O resultado seria retração de linhas de crédito e maior seletividade entre contrapartes.

Casos recentes, como recuperações judiciais da 2W Ecobank e Gold Energia, contribuíram para aumento do risco percebido no mercado e para ajuste de limites de crédito. Tais movimentos impactam a capacidade de atuação das independentes.

Além disso, fatores estruturais pressionam o funcionamento do ACL, incluindo curtailment de geração renovável, risco hidrológico e expansão da micro e minigeração distribuída, que alteram oferta e demanda de energia.

O curtailment envolve geração reduzida por determinação do ONS, levando geradores a buscar energia no mercado para honrar contratos. Quando a oferta é reduzida, a pressão sobre a liquidez se intensifica.

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