- O déficit das contas externas ficou em US$ 5,614 bilhões em fevereiro, o terceiro mês seguido de melhora.
- Nos 12 meses encerrados em fevereiro, o déficit somou US$ 63,444 bilhões, equivalente a 2,71% do PIB, menor que os US$ 78,980 bilhões (3,67% do PIB) do período anterior.
- A balança comercial registrou superavit de US$ 3,507 bilhões em fevereiro, com exportações de US$ 26,383 bilhões e importações de US$ 22,876 bilhões; as exportações ficaram 14,8% maiores que em fevereiro de 2025.
- O investimento direto no país somou US$ 6,754 bilhões em fevereiro, ante US$ 10,039 bilhões em igual mês de 2025; em 12 meses, o IDP totalizou US$ 75,852 bilhões (3,24% do PIB).
- As reservas internacionais chegaram a US$ 371,074 bilhões em fevereiro, alta de US$ 6,706 bilhões em relação a janeiro.
As contas externas do Brasil tiveram déficit de US$ 5,614 bilhões em fevereiro, segundo o Banco Central. O resultado marca a terceira queda consecutiva no déficit das transações correntes, com melhora puxada pela balança comercial de bens.
O déficit acumulado em 12 meses, encerrados em fevereiro, foi de US$ 63,444 bilhões, equivalente a 2,71% do PIB. Em fevereiro de 2025, esse indicador estava em US$ 78,980 bilhões, ou 3,67% do PIB, sinalizando redução do déficit ao longo de 2025.
Investimentos diretos no país (IDP) financiaram parte do saldo negativo. O IDP somou US$ 6,754 bilhões em fevereiro, frente US$ 10,039 bilhões em fevereiro de 2025. Em 12 meses, o IDP alcançou US$ 75,852 bilhões, ou 3,24% do PIB.
A média de exportações de bens em fevereiro ficou em US$ 26,383 bilhões, alta de 14,8% ante fevereiro de 2025. As importações caíram 5,1%, para US$ 22,876 bilhões, resultando em superávit da balança comercial de US$ 3,507 bilhões no mês.
Transações correntes
O déficit da conta de serviços, que inclui viagens, transporte e aluguel de ativos, foi de US$ 3,921 bilhões em fevereiro, estável frente ao mesmo mês de 2025. A renda primária registrou déficit de US$ 5,640 bilhões, 2,1% a mais que em fevereiro de 2025.
A renda secundária teve saldo positivo de US$ 440 milhões em fevereiro, ante superávit de US$ 290 milhões no mesmo período do ano anterior. O câmbio de fluxos de capitais segue sustentando o saldo externo, com entradas fortes em investimentos de longo prazo.
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