- A Diamante Geração fechou a compra da usina termelétrica Pecém II, no Ceará, da Eneva, em operação que pode chegar a cerca de R$ 1 bilhão.
- A usina tem capacidade instalada de 365 MW e foi avaliada em torno de R$ 872 milhões (enterprise value); há pagamento adicional atrelado a condições futuras.
- Contratos de venda de energia vão até 2028, com novos acordos no leilão de reserva de capacidade de 2026, para fornecimento a partir de 2031 por dez anos.
- A negociação sinaliza a estratégia da Eneva de reciclar portfólio rumo a projetos a gás natural e a viabilizar um terminal de gás natural liquefeito no Complexo do Pecém.
- A operação também consolida Pecém I e Pecém II sob um único controlador, com ganhos operacionais esperados pela integração da cadeia de carvão e a expansão da atuação da Diamante no complexo.
A Diamante Geração comprará a usina termelétrica Pecém II, de carvão, da Eneva, em uma operação que pode atingir até cerca de 1 bilhão de reais. O anúncio é esperado para esta sexta-feira (27) e envolve a venda de 100% da usina, com 365 megawatts de capacidade instalada. O negócio contempla valor de enterprise value de aproximadamente 872 milhões de reais, acrescido de um pagamento adicional condicionado a cenários futuros.
A transação faz parte da reorganização do complexo do Pecém, no Ceará, consolidando os ativos sob a Diamante. A Pecém II já possui contratos de venda de energia válidos até 2028, além de ter garantidos novos contratos no leilão de reserva de capacidade de 2026, com entrega a partir de 2031 por dez anos. Isso reforça a previsibilidade de receita do ativo.
Estrutura e impactos do negócio
Nos bastidores, a negociação é vista como parte da estratégia da Eneva de reduzir o portfólio focando em projetos a gás natural. O pacote inclui acordos entre Eneva, Diamante e o governo do Ceará para viabilizar um terminal de gás natural liquefeito no Complexo do Pecém, ampliando o hub de gás no Nordeste.
A valorização do Pecém II, ao lado da Pecém I, integra a lógica de operação integrada do complexo, com compartilhamento de infraestrutura, como a Esteira de carvão para o porto. A consolidação sob um único controlador deve facilitar ganhos operacionais e justificar o prêmio pelo ativo, segundo fontes do setor.
Para a Diamante, a aquisição amplia a atuação em geração térmica e fortalece sua presença no complexo do Pecém, um dos principais polos energéticos do Brasil. A Eneva, por sua vez, avança na estratégia de readequação de portfólio para projetos de gás natural. Procuradas, as empresas não comentaram.
Entre na conversa da comunidade