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Eneva negocia R$ 1 bilhão com Diamante para substituir carvão por gás

Venda de Pecém II por até R$ 1 bilhão acelera a migração de carvão para gás e o projeto de terminal de GNL no Ceará

Eneva faz negócio de R$ 1 bilhão com a Diamante, trocando carvão por gás
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  • A Eneva vende a usina térmica Pecém II, a carvão, no Porto de Pecém (Ceará), por até R$ 1 bilhão à Diamante Energia, em operação que envolve a transferência de ativos e dívidas (enterprise value).
  • O negócio inclui um pagamento inicial de R$ 872,3 milhões, com até R$ 149 milhões adicionais caso os contratos de venda de energia sejam antecipados.
  • Paralelamente, a Eneva assinou acordo para instalar um terminal de gás natural liquefeito na área, com capacidade de escoar até 14 milhões de metros cúbicos por dia.
  • No leilão de capacidade, a Eneva garantiu contratos para duas usinas a gás no Ceará — Jandaia I e II — totalizando 1,19 GW, com entrega a partir de agosto de 2029, em contratos de quinze anos.
  • A Diamante passa a operar Pecém II e o terminal de GNL, enquanto a Eneva avança com o hub de gás no Ceará, que terá receita fixa anual de cerca de R$ 3,11 bilhões nas novas plantas, com margem prevista entre setenta e cinco e oitenta e cinco por cento.

A Eneva anunciou a venda da usina térmica Pecém II, movida a carvão, ao grupo Diamante Energia, por até R$ 1 bilhão. A operação ocorre no Porto de Pecém, no Ceará, e integra a preparação da empresa para ampliar sua atuação com gás na região.

A transação envolve a venda do ativo por um valor que inclui dívidas, com até R$ 149 milhões adicionais se contratos de venda de energia forem antecipados. A Pecém II possui 365 MW de capacidade e, junto com o acordo de gás, compõe o fechamento de um hub de energia pela Eneva no Ceará.

No mesmo acordo, a Eneva firmou com a Diamante a autorização para instalar um terminal de GNL na área de Pecém, com capacidade para escoar até 14 milhões de metros cúbicos por dia. O terminal deve atender as usinas a gás previstas no novo hub, além de potenciais clientes e projetos futuros.

A venda de Pecém II também ocorreu dias depois da Eneva recontratar o complexo no leilão de capacidade, com entregas a partir de 2031. Além disso, foram assegurados contratos para construir duas térmicas a gás no Ceará, Jandaia I e II, totalizando 1,19 GW, com entrega de energia por 15 anos a partir de agosto de 2029.

Para quem analisa a operação, o negócio facilita o desenvolvimento do hub de gás em Pecém e pode reduzir o custo de capital da Eneva, ao diminuir a exposição a carvão. A transação é vista como parte de uma estratégia maior de transição energética da empresa.

A Eneva informa que o valor da venda de Pecém II ficou abaixo de algumas projeções de mercado. O acordo, segundo fontes, faz parte de uma transação maior com a Diamante, incluindo o terminal de GNL e projetos a gás, no Ceará.

Pecém II, que passa a venda efetiva, terá receita fixa anual de aproximadamente R$ 510,8 milhões nos contratos fechados no leilão. A Eneva manterá o direito de operar integralmente o portfólio e o terminal de GNL na região, conforme o acordo com a Diamante.

A Diamante já atua no setor com ativos de carvão no Brasil, incluindo Pecém I, adquirido anteriormente, e o complexo Jorge Lacerda, adquirido em 2021. Um dos sócios da Diamante é Pedro Grünauer Kassab, ligado ao meio político, mas a empresa afirma foco no portfólio de energia.

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