- No primeiro bimestre de 2026, as exportações brasileiras de carne bovina atingiram US$ 2,865 bilhões e volume de 557,24 mil toneladas, com altas de 39% e 22%, respectivamente.
- A China segue como principal destino, mas sua participação no total recuou levemente, conforme a diversificação de mercados.
- Os Estados Unidos aumentaram significativamente as compras in natura, com alta de 97,3% em valor e 60% no volume.
- Outros destinos que cresceram incluem União Europeia, Chile e Rússia, além de embarques para Egito, Emirados Árabes Unidos, México e Arábia Saudita; Vietnã, Japão e Coreia do Sul aparecem como oportunidades.
- O cenário global aponta demanda firme e maior diversificação de destinos, com perspectiva de continuidade do ritmo positivo apesar de incertezas regionais.
As exportações brasileiras de carne bovina iniciaram 2026 em ritmo acelerado, com crescimento em volume e receita na comparação com o mesmo período de 2025. O desempenho foi impulsionado por embarques para Estados Unidos, União Europeia, Chile, Rússia e, ainda, China, principal destino.
Segundo a Abrafrigo, o avanço indica que as salvaguardas chinesas terão efeito mais limitado ao longo do ano, mesmo com a China mantendo liderança nas compras. Sua participação total recuou levemente ante o ganho de outros mercados.
Estados Unidos mantêm demanda elevada diante do déficit de produção interno, sustentando compras em 2026. Outros destinos, como Egito, Emirados Árabes Unidos, México e Arábia Saudita, também ampliaram aquisições, diversificando as exportações.
Desempenho e oportunidades
A China respondeu por US$ 1,221 bilhão no bimestre, com 223,7 mil toneladas, alta de 36%, mas participação menor no conjunto. Dados indicam demanda firme e preços médios em alta.
Na operação com a União Europeia, houve crescimento de receita e volume, com elevação de preços. O Chile também ampliou compras, enquanto a Rússia registrou uma das maiores altas entre os principais compradores, superando o dobro de 2025.
No acumulado de jan-fev, as exportações de carne bovina e derivados somaram US$ 2,865 bilhões, 39% acima de 2025, e volume de 557,24 mil toneladas, 22% mais.
Panorama regional e perspectivas
A disputa logística internacional permanece como risco, mas tende a impactar pouco as vendas brasileiras, por representar parcela menor da receita. Países asiáticos como Vietnã, Indonésia, Japão e Coreia do Sul aparecem como oportunidades.
O Brasil avança na abertura de novos mercados, ampliando a diversificação de destinos. O setor aposta em manter a demanda aquecida, mesmo com variações no ciclo pecuário, valorização de reposição e menor abate de fêmeas.
Ao fim do biênio, 109 países aumentaram as importações do Brasil, enquanto 42 reduziram, consolidando o país entre os principais fornecedores globais de proteína bovina.
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