- A tensão internacional, com destaque para a guerra no Irã, faz com que destinos como Dubai e EUA recebam mais cautela, abrindo espaço para o Brasil como opção mais segura e viável para eventos corporativos, segundo Douglas Camargo, da Abracorp.
- As viagens corporativas movimentaram 1,05 bilhão de reais em fevereiro, alta de 4,12% frente ao mesmo mês de 2025; o ano de 2025 já acumula 14,3 bilhões de reais em faturamento, com expectativa de repetição deste resultado.
- A demanda doméstica respondeu por 71% do faturamento do setor, refletindo a preferência por deslocamentos internos diante de custos e logística mais previsíveis.
- O transporte aéreo segue como principal motor, com 58,9% do total e 621 milhões de reais em fevereiro, alta de 5,41%; as passagens aéreas subiram 11,40% no mês. O segmento de hotéis atingiu 321 milhões de reais (30,5% do faturamento), com 1,98% de crescimento; transfers cresceram 62,17% no faturamento e 69,29% no volume de transações; o seguro viagem avançou 123,39%.
- Pacotes de lazer recuaram 42,99% em volume e 18,61% em transações; cruzeiros caíram 41,82% na receita e o transporte ferroviário registrou retração de 79,63%.
A tensão global causada pela guerra no Irã está redesenhando a pauta de eventos corporativos, com o Brasil aparecendo como opção mais estável. A avaliação é do diretor-executivo da Abracorp, Douglas Fernandes de Camargo. Ele afirma que destinos tradicionais como Dubai e os EUA passam a ser vistos com cautela pelas empresas.
Segundo Camargo, empresas têm buscado locais considerados mais seguros e com menor custo. O Brasil surge como alternativa viável para organização de eventos nos próximos meses, segundo a Abracorp. A visão é de que o cenário internacional aumenta a atratividade de destinos nacionais.
As viagens corporativas movimentaram R$ 1,05 bilhão em fevereiro, alta de 4,12% frente a fevereiro de 2025. O setor acumula R$ 14,3 bilhões em 2025, com previsão de manter o patamar neste ano, aponta a Abracorp.
Desempenho geral
A demanda doméstica respondeu por 71% do faturamento consolidado, indicando maior deslocamento interno pela maior previsibilidade logística e custos. O transporte aéreo segue como principal motor, com 58,9% do total e R$ 621 milhões em fevereiro, +5,41% vs 2024.
As passagens aéreas subiram 11,40% no mês, pressionando o índice de inflação. Em março, o aumento continuou com o IPCA-15 registrando 5,94%, reforçando o cenário de custos elevados para deslocamentos.
O segmento de hotéis representou 30,5% do faturamento, com receita de R$ 321 milhões e crescimento de 1,98%. Serviços de transfer avançaram 62,17% no faturamento e 69,29% no número de transações. O seguro viagem teve alta expressiva de 123,39% na receita.
Por outro lado, pacotes de viagens e lazer registraram queda: -42,99% no volume e -18,61% em transações. O setor de cruzeiros caiu 41,82% na receita, e o transporte ferroviário registrou retração de 79,63%.
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