- A Vinland Capital zerou 90% das posições de risco na estratégia multimercado e deve manter postura conservadora diante das incertezas do conflito no Oriente Médio; a gestora administra R$ 16 bilhões.
- A casa vinha reduzindo exposições que se beneficiavam com queda de juros futuros e com o enfraquecimento do dólar.
- O petróleo Brent avançou mais de 30% desde o início da guerra; sinais de possível acordo EUA-Irã não alteram, por ora, a estratégia da Vinland.
- No Brasil, o DI futuro reagiu com alta e a curva de juros precifica menos cortes do que antes; o Copom citou forte aumento da incerteza e pediu cautela.
- O real tem apresentado desempenho relativamente resiliente entre as moedas; há oportunidades de câmbio quando o apetite ao risco retornar.
A Vinland Capital reduziu posições que se beneficiavam da queda das taxas de juros futuros no Brasil e de um enfraquecimento do dólar, em resposta aos impactos da guerra no Oriente Médio nos mercados globais. A gestão passa a adotar postura mais conservadora enquanto persistem as incertezas.
Desde o início do conflito, a gestora tem mantido baixos níveis de risco na estratégia multimercado, segundo o gestor da Vinland, que administra R$ 16 bilhões. Em comunicado reservado, ele informou que a maioria das posições de risco foi zerada.
No cenário atual, o petróleo Brent acumulou alta superior a 30% desde 28 de fevereiro, data de início dos conflitos. Nas últimas semanas, movimentos acompanharam dúvidas sobre um possível acordo entre EUA e Irã, ampliando volatilidade.
No Brasil, as taxas de juros futuras tiveram elevação, com o ciclo de cortes estimado pela curva em 1,25 ponto percentual, já descontando o primeiro ajuste recente do Copom. A autoridade monetária citou aumento de incerteza e necessidade de cautela.
A Vinland aponta que a percepção de fim de conflito não altera a sua estratégia; a casa busca apenas identificar oportunidades, como apostas em câmbio, para quando o apetite por risco retornar. O real tem apresentado desempenho relativamente resiliente no contexto da volatilidade.
A instituição ressalta que monitora o mercado diariamente para definir o momento de eventual entrada em novas posições, mas neste momento não há confiança para orientar novas apostas. O real figura entre as moedas com desempenho entre as melhores desde o início do conflito, com queda de 1,7% ante o dólar.
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