- O ube é um tubérculo roxo das Filipinas, com sabor que lembra nozes ou baunilha, que vem ganhando força como exportação do país.
- Em dois mil e vinte e quatro, quase 1,7 milhão de quilos foram exportados, avaliados em mais de US$ 3,2 milhões, alta de cerca de 20,4% frente ao ano anterior.
- Aproximadamente 956 mil quilos, valendo US$ 1,5 milhão, seguiram para os Estados Unidos, o maior destino, sozinhos, acima dos demais mercados somados.
- Grandes redes já incluem ube no cardápio, como o Starbucks com macchiato de ube com coco; também há produtos em lattes, bolos e sorvetes ao redor do mundo.
- A demanda global pressiona produtores locais, com queda na produção nacional nos últimos anos, vulnerabilidade climática e preocupações sobre o uso comercial diluir a conexão cultural com o alimento.
O ingrediente roxo conhecido como ube ganhou espaço global, impulsionado por sobremesas, bebidas e cosméticos. Originário das Filipinas, ele tem sabor que remete a nozes ou baunilha e é cultivado a partir de tubérculos conhecidos localmente como dioscorea alata.
Dados oficiais apontam exportações filipinas de ube em 2025 próximos de 1,7 milhão de quilos, com valor superior a US$ 3,2 milhões. A maior parte foi destinada aos Estados Unidos, representando quase metade do volume exportado.
O país do Sudeste Asiático vem enfrentando aumento na demanda internacional, o que pressiona a cadeia de suprimentos. A produção interna já reduziu em comparação a 2021, ficando em torno de 14 milhões de quilos nos últimos dois anos.
Demanda mundial e impactos na produção
Além do crescimento do consumo, a demanda elevou os preços e ampliou a competição com produtores de Vietnam e China. A volatilidade climática, com eventos como tufões, afeta especialmente as áreas sazonais onde o ube é cultivado.
Especialistas apontam que parte do aumento de oferta ocorre por agricultores visando lucrar com o momento, o que pode reduzir a disponibilidade para novos plantios. A logística de cultivo depende de umidade constante e colheita entre novembro e fevereiro.
A pressão por abastecimento também afeta comunidades filipino-americanas, especialmente em bairros como Little Manila, no Queens. Estima-se que a oferta autêntica de ube tenha ficado mais restrita no mercado externo.
Raízes culturais e preservação
Analistas destacam a importância cultural do ube no.Files Filipinas, onde o ingrediente está presente em pratos tradicionais e celebrarões como o halo-halo, além de servir de base para doces nacionais como o halo-halo e o mamón.
Especialistas alertam para o risco de substituições por extratos ou ingredientes alternativos quando a disponibilidade cai. A discussão envolve manter a identidade culinária ligada às raízes, mesmo diante da popularização externa.
A FAO, em pronunciamento recente, apontou que o ube hoje figura em diversas culturas alimentares ao redor do mundo, reforçando a necessidade de reconhecer a origem filipina e apoiar produtores locais para manter a qualidade e a autenticidade.
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