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Custo da construção civil sobe e empresas enfrentam falta de material

Preço de insumos da construção dispara até 35% e risco de desabastecimento aumenta diante de tensões no Oriente Médio

A Tigre, uma das maiores marcas da construção civil, informou que fará um reajuste de 16% nos preços de todo o portfólio de tubos e conexões com vigência a partir de 11 de abril
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  • Empresas do setor comunicaram reajustes de 15% a 35% em materiais derivados do petróleo, como tubos de PVC, devido às turbulências globais e à guerra no Oriente Médio.
  • O Estreito de Ormuz e a alta do barril impactam a oferta e os custos, com anúncios de aumento por Tigre, Orbia, Fortlev, Plastubos, Anjo Tintas, Pevesul e Daqua.
  • Fortlev informou revisão de alíquotas antidumping do polietileno e do PVC a partir de 1º de abril; Orbia eleva preços de até 35% em PPR a partir de 16 de abril.
  • A CBIC aponta que a alta do petróleo pode elevar preços de cimento, argamassa e outros insumos, e que o Imposto de Importação sobre resinas pode pressionar o setor.
  • O Gecex-Camex também discutiu sobretaxas a produtos dos EUA e Canadá, com impacto previsto em obras como Minha Casa Minha Vida e possibilidade de atrasos ou paralisões.

O aumento nos preços de insumos da construção civil ganhou força no Brasil, com empresas como Tigre, Orbia, Fortlev e outras informando reajustes e possível desabastecimento. Os impactos são atribuídos a turbulências globais ligadas a conflitos no Oriente Médio, que elevam o preço do petróleo e afetam as rotas de abastecimento.

Segundo a CBIC, a alta ocorre em materials derivados de petróleo, como tubos de PVC, e pode valer já a partir de abril. A entidade aponta que movimentos de guerra influenciam o custo industrial e o desempenho da cadeia produtiva no país.

Empreiteiras e fabricantes acionam reajustes

A Fortlev comunicou revisão de alíquotas antidumping do polietileno e do PVC a partir de 1º de abril, destacando o papel do Estreito de Ormuz no transporte de petróleo. Atenção especial foi dada à pressão sobre a oferta global.

A Tigre confirmou reajuste de 16% em todo o portfólio de tubos e conexões, com vigência a partir de 11 de abril, válido para todos os canais de venda. A medida reflete o cenário internacional de custos mais altos.

A Orbia, com a linha Amanco Wavin, anunciou aumentos de até 35% em produtos PPR e de até 15% em demais itens a partir de 16 de abril. A empresa cita o aumento da pressão sobre custos e problemas na cadeia de suprimentos devido ao cenário geopolítico.

Outros players e medidas de ajuste

A Plastubos informou aumento de até 15% a partir de 16 de abril, abrangendo toda a linha de produtos. A Anjo Tintas suspendeu temporariamente as vendas de solventes por motivos de estoque e volatilidade de preços.

A Pevesul também suspendeu vendas, alegando impactos significativos nos custos de insumos e a necessidade de reavaliação de condições comerciais. A Daqua interrompeu pedidos desde 18 de março, citando dificuldades de fornecimento e aumento de custos logísticos e de matérias-primas.

Contexto regulatório e impactos setoriais

A CBIC apontou que a alta do petróleo se repete a partir de crises anteriores e mencionou impactos sobre cimento, argamassa e demais insumos. O governo também discutiu sobretaxas a produtos de origem americana e canadense para conter pressões inflacionárias.

Especialistas destacam que o custo do PVC pode afetar obras de habitação popular e infraestrutura. A resina de polietileno, com produção concentrada no Brasil, depende de importações que sofrem restrições, elevando o risco de escassez.

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