- A Aena iniciou obras para duplicar a área de lojas, cafés, restaurantes, free shops e salas Vips no Aeroporto de Congonhas, com entrega prevista para o começo de 2028, dentro de um plano de R$ 2 bilhões em investimentos para ampliar o local e o fluxo de passageiros.
- A área comercial vai de 10 mil m² para 20 mil m², e o total da operação sai de 40 mil m² para 105 mil m², com foco no “lado ar” após a inspeção de bagagens para aumentar opções de consumo.
- O projeto prevê novo terminal de embarque, píer de 330 metros e a transformação do hangar tombado em sala de embarque remota; as salas Vips devem ficar em 6,5 mil m².
- A gastronomia crescerá de 4,7 mil m² para 7 mil m², com mix que inclui restaurantes, fast food, casual, bares e alimentação saudável, além de uma “esquina do luxo” com Cartier e Louis Vuitton para atender público corporativo.
- Também está em desenvolvimento um shopping de 35 mil m² ao lado do aeroporto, em parceria com consórcio liderado pela Leroy Merlin, com investimento estimado em R$ 1 bilhão e captação de recursos em andamento.
A Aena, concessionária que administra o Aeroporto de Congonhas, iniciou as obras para duplicar a área dedicada a lojas, cafés, restaurantes, free shops e salas Vips. A tendência faz parte de um plano de investimentos de 2 bilhões de reais, com entrega prevista para o início de 2028.
O objetivo é ampliar o fluxo de passageiros e melhorar a experiência de consumo. O CEO da Aena no Brasil, Santiago Yus, informou que o tíquete médio deve aumentar à medida que o passageiro tenha mais tempo para gastar antes do embarque.
A obra envolve ainda a construção de um novo terminal de embarque, mantendo o prédio atual para desembarque e preservando parte tombada. Um novo píer de 330 metros deverá ser formado, similar ao de Guarulhos, enquanto o hangar histórico será convertido em sala de embarque remota.
Detalhes do projeto comercial e prazos
Ao final, a área total do aeroporto passará de 40 mil m² para 105 mil m². A área comercial sobe de 10 mil m² para 20 mil m², o equivalente a quase três campos de futebol. O espaço do lado ar concentrará mais operações após a inspeção de bagagens.
A ideia é oferecer opções para relaxar, café, reuniões e tempo de espera, com aumento do espaço de salas Vips para 6,5 mil m². A área de free shops terá 2,3 mil m² e a área de alimentação crescerá de 4,7 mil m² para 7 mil m².
A evolução envolve marcas populares, ampliação do segmento premium e uma “esquina do luxo” com grifes de alto padrão. Passageiros de Congonhas, hoje, 52% viajam a negócios, segundo dados da empresa, o que reforça a estratégia comercial.
Shopping ao lado
Paralelamente, a Aena trabalha no desenvolvimento de um shopping próximo a Congonhas, entre a Avenida Washington Luís e a Rua Tamoios, área onde ficavam as instalações da Vasp. O consórcio vencedor do leilão, com a Leroy Merlin como principal acionista, atua em parceria com a Aena desde 2022.
O projeto prevê 35 mil m² de área comercial, com 150 a 200 lojas, com orçamento estimado em 1 bilhão de reais. A captação de recursos já foi tentada em 2023, mas não avançou devido à alta de juros. A empresa segue buscando alternativas de financiamento.
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