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Amazon avança com aposta de 20 anos em IA

AWS ajusta estrutura para atender demanda de IA, com gasto de até US$ 200 bilhões em infraestrutura, visando retorno nos próximos anos

Ilustração gerada por IA
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  • A divisão de computação em nuvem da Amazon, a AWS, está ajustando sua estrutura para atender à crescente demanda por IA, segundo o CEO Matt Garman.
  • A AWS completa vinte anos desde o lançamento, em março de dois mil e seis, sendo essencial para empresas que dependem de ferramentas online.
  • A Amazon faturou US$ 128,7 bilhões no último ano e planeja gastar cerca de US$ 200 bilhões em infraestrutura de IA neste ano, com cortes de dezenas de milhares de empregos.
  • A empresa investe em IA por meio de parcerias com OpenAI e Anthropic, desenvolveu chips dedicados e oferece a plataforma Bedrock, usada por mais de cem mil empresas.
  • Analistas questionam quando esses aportes retornarão, enquanto a AWS afirma que há demanda reprimida para os próximos cinco a dez anos.

A divisão de nuvem da Amazon está ajustando sua estrutura para acompanhar a crescente demanda por inteligência artificial. O objetivo é manter operações eficientes, ampliar investimento em IA e sustentar o crescimento de serviços de nuvem.

Matt Garman, CEO da AWS, afirma que a força da empresa depende de infraestrutura de IA robusta e escalável. Em entrevista à CNN Internacional, ele explicou que mudanças internas visam acelerar projetos e entregas, mantendo o foco em clientes.

O histórico da AWS reflete uma trajetória de 20 anos desde seu lançamento, em 2006, quando a empresa convidou clientes a migrar para a web por meio de serviços de hospedagem e computação. Hoje, a AWS é peça central para empresas que dependem de ferramentas online.

Garman destaca a importância da AWS para o ecossistema digital, lembrando que interrupções no serviço atingem amplamente a sociedade. A operação é um pilar de faturamento para a Amazon, que registrou receita de US$ 128,7 bilhões no último ano fiscal.

A empresa vem aumentando gastos com infraestrutura de IA, estimando investimentos de até US$ 200 bilhões neste ano. Paralelamente, ocorreram demissões em massa, com milhares de cortes para ajustar custos diante do ritmo da IA.

A AWS divulga que a demanda reprimida por IA pode manter a utilização de nuvem alta nos próximos cinco a dez anos, mesmo sem avanços adicionais significativos na tecnologia. Garman aponta que os desafios atuais são semelhantes aos de outros momentos da história da empresa.

Grande aposta na IA

A AWS foi criada para oferecer infraestrutura de TI virtual e servidores, permitindo que clientes foquem em produtos e usuários. A mentalidade de facilitar a adoção da tecnologia permanece, segundo executivos da empresa.

A AWS atua fortemente com empresas de IA, como OpenAI e Anthropic, além de desenvolver chips dedicados e a plataforma Bedrock, usada por mais de 100 mil empresas para criar aplicativos e agentes de IA.

A participação da Amazon no mercado de nuvem caiu para 37,7% em 2024, segundo Gartner, ainda líder, mas com concorrentes como Microsoft e Google ganhando espaço. A AWS afirma ter apoiado startups com créditos de mais de US$ 8 bilhões.

Para startups avaliadas, a AWS sustenta que mais de 65% delas utilizam a plataforma, segundo a empresa. Analistas destacam que o ritmo da inovação pode mudar a qualquer momento e impactar o tráfego de demanda de IA.

Despesas e retorno

Entre as mudanças, os gastos com IA continuam elevando o nível de investimento de capital da companhia, com foco em data centers e redes de comunicação. A empresa chegou a anunciar investimentos acima das expectativas de analistas.

Além de recursos de IA, a Amazon também demitiu cerca de 30 mil funcionários em duas rodadas recentes. A empresa afirmou que tais cortes não ocorreram apenas por IA, embora o CEO tenha ressaltado a necessidade de menos pessoal com o avanço da tecnologia.

Garman reconhece que a IA está cada vez mais integrada às operações, inclusive no planejamento da cadeia de suprimentos e na gestão de recursos. Ferramentas de codificação de IA aceleram projetos, reduzindo prazos de meses para semanas.

Ao falar sobre retorno, o executivo ressaltou que, em encontros com líderes de tecnologia, a maioria sinalizou ganhos positivos ou próximos de ocorrer. Ainda não houve confirmação de quando os resultados se tornarão tangíveis.

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