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Startups agropecuárias ganham presença pelo Brasil, aponta Embrapa

Radar Agtech Brasil aponta desaceleração de crescimento em 2025, com queda da concentração regional e aumento de incubadoras no Sul, Norte, Nordeste e Centro-Oeste

As regiões Sudeste e Sul concentram 79% das agtechs, porém há crescimento proporcional nas regiões Norte, Nordeste e Centro‑Oeste, aproximando as startups das áreas de produção agropecuária
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  • A 6ª edição do Radar Agtech Brasil aponta 2.075 agtechs no Brasil em 2025, um avanço de 5% frente a 2024, sinalizando maior maturidade do ecossistema.
  • O Sul ultrapassou o Sudeste em número de ambientes de inovação, com 37,18% dos 390 mapeados no país, contra 32,82% no Sudeste.
  • Norte, Nordeste e Centro-Oeste registram crescimento proporcional, aproximando as startups das áreas de produção; Norte tem 7,6%, Nordeste 6,5% e Centro-Oeste 7,1%.
  • Minas Gerais e Rondônia foram os estados que mais ganharam agtechs (13 cada); Rio Grande do Sul teve queda de 27 unidades; Tocantins e Distrito Federal perderam 7 cada, e São Paulo reduziu 6.
  • As agtechs atuam majoritariamente dentro da fazenda (41,1%) ou fora dela (40,5%), com inteligência artificial presente em 83% dos processos.

A 6ª edição do Radar Agtech Brasil, divulgada na terça-feira (24), aponta desaceleração no crescimento de startups agro no Brasil e uma queda na concentração geográfica. O estudo, referente a 2025, é resultado de uma parceria entre Embrapa, SP Ventures e Homo Ludens.

Ao todo, foram mapeadas 2.075 agtechs, 5% a mais que em 2024. A alta modesta indica maior maturidade do ecossistema e consolidação de modelos de negócio. Observa-se fortalecimento de startups já bem estruturadas com maior permanência no mercado.

Desaceleração e mudança de cenário

Os dados mostram que o Sul ampliou o número de ambientes de inovação, ultrapassando o Sudeste. Entre os 390 espaços identificados, 37,18% ficam no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, enquanto o Sudeste representa 32,82%. O Rio Grande do Sul aparece com crescimento de incubadoras, segundo Aurélio Favarin, da coordenação do Radar.

O Sudeste permanece com mais hubs e aceleradoras, apontando maior maturidade no agregado. Enquanto o Sul foca mais em incubação, o Sudeste prioriza aceleração e negócios consolidados. A tendência aponta para atuação mais próxima do produtor rural nas etapas iniciais.

Mudança de localização e atuação

A distribuição de agtechs por região mostra crescimento proporcional no Norte (7,6%), Nordeste (6,5%) e Centro-Oeste (7,1%). Estados como Amazonas, Goiás e Mato Grosso já aparecem com números relevantes. Minas Gerais e Rondônia destacam-se entre os maiores ganhos.

Do total nacional, a maioria atua dentro da fazenda (41,1%) ou fora dela (40,5%). A categoria de Alimentos inovadores responde por 15% das empresas. A Inteligência Artificial está presente em 83% das agtechs, consolidando a IA como parte estrutural do setor.

Perspectivas e parcerias

O Radar passa a incluir análises qualitativas e manterá atualizações periódicas para acompanhar a evolução do ecossistema. Autores destacam continuidade de investimentos com foco em eficiência e rentabilidade desde os estágios iniciais. A parceria com o IICA amplia a cobertura para a América Latina e Caribe, com lançamento previsto para junho de 2026.

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