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Xangai planeja reinserir idosos ao mercado de trabalho

Xangai avança com plano de reinserção de idosos no mercado de trabalho para enfrentar a crise demográfica e ampliar o dividendo prateado da economia

Até o final de 2025, a população registrada de Xangai com 60 anos ou mais atingiu 5,8 milhões, elevando sua taxa de envelhecimento para 38%
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  • Xangai está buscando reinserir a população idosa no mercado de trabalho, em meio à crise demográfica; até o final de 2025, 60 anos ou mais somavam 5,8 milhões, com taxa de envelhecimento de 38%.
  • O objetivo é transformar esse contingente em um “dividendo demográfico” para reduzir encargos previdenciários e mitigar a escassez de mão de obra na megacidade.
  • Um plano conjunto de Xangai e de 27 órgãos estaduais prevê aprimorar o apoio ao emprego de idosos, disponibilizar informações e treinamentos por plataformas públicas de emprego e incentivar a participação social.
  • Existem duas principais vias de emprego para a terceira idade: especialistas técnicos/consultores de gestão e serviços básicos/apoio administrativo; há vagas para recontratação de aposentados.
  • Além disso, o governo tem incentivado iniciativas como o programa de “Plano de Palestras para a Terceira Idade” e a contratação de 7.000 professores aposentados, visando manter a experiência dos mais velhos na educação e na economia.

Xangai traça planos para reinserir a população idosa no mercado de trabalho, como parte de uma estratégia para enfrentar a crise demográfica e sustentar o crescimento econômico. A prefeitura informa que até o fim de 2025, a cidade registrou 5,8 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, elevando o índice de envelhecimento para 38%.

O objetivo é transformar a população idosa em um “dividendo demográfico”, reduzindo encargos previdenciários e preenchendo lacunas de mão de obra. Em março, o governo nacional sinalizou apoio a cidadãos idosos que desejam permanecer ativos, destacando a necessidade de instalações públicas mais acessíveis e de oportunidades de trabalho adaptadas.

Fontes oficiais indicaram que Xangai, ao lado de Henan, já implementa políticas para apoiar o emprego de idosos. O foco é ampliar o acesso a informações de mercado de trabalho, oferecer treinamento e flexibilizar limites etários para emprego e Previdência Social. Também se busca ampliar a participação social na chamada “Ação da 3ª Idade”.

Xangai reforça políticas para a participação de idosos no mercado de trabalho

A cidade já apresenta dados que justificam a iniciativa. Estudo de Li Qiang, da Universidade de Fudan, aponta alta expectativa de vida entre pessoas com 60 anos ou mais, mas baixa participação no mercado de trabalho urbano. A pesquisa mostra que apenas 5,3% dos maiores de 60 em Xangai trabalham, contraste com 21,4% entre idosos rurais.

O plano de implementação envolvendo a Secretaria de Assuntos Civis e outros 27 departamentos visa eliminar barreiras de informação e ampliar serviços de emprego para idosos. A proposta inclui formação de habilidades e uso de plataformas públicas para facilitar a busca de vagas.

Além disso, o programa orienta empresas a criar empregos diversificados e adaptados a idosos. Há incentivos para recontratação de profissionais técnicos aposentados, bem como para médicos, docentes e cientistas que desejem continuar contribuindo com experiência.

Tipos de ocupações com potencial de reinserção

Nacionalmente, a participação de adultos mais velhos no mercado está se tornando comum. Dados indicam crescimento de trabalhadores acima de 60 anos para 87 milhões a 120 milhões, com a população total acima de 60 anos ultrapassando 320 milhões.

A plataforma 51job aponta aumento anual de 15% no número de candidatos aposentados ativos nos últimos três anos. Empresas já anunciam vagas específicas para a recontratação de aposentados e para quem busca manter vínculos com o mercado.

As oportunidades se concentram em duas frentes: especialistas técnicos e consultoria de gestão, com destaque para diretores independentes e profissionais da saúde, direito e educação; e serviços básicos, administrativos e de apoio, com atuação em comunidades, universidades e gestão de residências.

A expansão de negócios ou atividades online também ganha terreno entre os idosos. Casos como o de Li Lianru, que atua com intercâmbio para a terceira idade, ilustram a diversidade de trajetórias possíveis.

Mao Yufei, da Escola de Economia do Trabalho, ressalta que a motivação mudou de sobrevivência para desenvolvimento, com foco em autorrealização, interação social e bem‑estar. Em 2025, o governo lançou o Plano de Palestras para a Terceira Idade, com a meta de recrutar 7.000 professores aposentados para o ensino obrigatório.

Desafios e estratégias para a inclusão

Analistas destacam que a experiência é o principal ativo dos idosos no mercado, mas que barreiras como formação desatualizada e desinformação persistem. Programas de educação e treinamento aparecem como ferramenta-chave para ampliar a participação.

Especialistas apontam que a proteção social precisa acompanhar a inclusão, incluindo a extensão de cobertura de seguro contra acidentes de trabalho para trabalhadores mais velhos em empregos flexíveis. A ideia é reduzir obstáculos estruturais e apoiar a transição de carreira na nova economia.

Regiões como Anhui já ampliam subsídios de treinamento para desempregados ou trabalhadores com empregos flexíveis sem benefício de aposentadoria, buscando fortalecer a empregabilidade da geração prateada.

Esta reportagem foi originalmente publicada em inglês pela Caixin Global em 27 de março de 2026 e republicada pelo Poder360 sob acordo de compartilhamento de conteúdo.

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