- Aena vence o leilão do aeroporto Galeão por R$ 2,9 bilhões, cerca de 211% acima da oferta mínima de R$ 932,8 milhões.
- Infraero deixa de ter 49% do Galeão; a concessionária atual é a RIOgaleão (51%), formada pela Changi Airport (Singapura) e pela Vinci (França). Aena passa a administrar o terminal.
- Aena já administra Congonhas, em São Paulo, desde 2022; com a vitória, passa a controlar o segundo e o terceiro aeroportos mais movimentados do Brasil.
- A concessionária pagará à União uma contribuição variável anual de 20% do faturamento bruto da concessão até 2039; em 2024, o faturamento da RIOgaleão foi de R$ 1,14 bilhão.
- O Galeão fechou 2025 com quase 18 milhões de passageiros (17,8 milhões), mas ainda opera com ociosidade, pois a capacidade é superior a 37 milhões de passageiros por ano.
O grupo espanhol Aena venceu o leilão do aeroporto internacional Galeão, no Rio de Janeiro, com lance de 2,9 bilhões de reais, cerca de 211% acima da oferta mínima definida no edital. O leilão marca a privatização do terminal pela primeira vez desde 2013.
Aenteio compete com a Zurich Airport no certame, realizado nesta segunda-feira. A concessão envolve a União e traz a Infraero a perda de 49% do Galeão, enquanto a RIOgaleão (Changi Airport e Vinci) permanece como atual administradora com 51%.
Com a vitória, a Aena passa a operar o Galeão, ampliando sua presença no Brasil, já que já administra Congonhas, em São Paulo, desde 2022. O Galeão é o segundo maior aeroporto brasileiro em movimento, atrás de Guarulhos.
Detalhes da concessão e números da operação
O vencedor terá que pagar à União uma contribuição variável anual de 20% do faturamento bruto da concessão até 2039. Em 2024, o faturamento da RIOgaleão foi de 1,14 bilhão de reais, vez de crescimento de 37,4%.
O Galeão encerrou 2025 com quase 18 milhões de passageiros, alta de 22,8% em relação a 2024. Apesar do aumento, o terminal tem capacidade para mais de 37 milhões de passageiros por ano.
Contexto e histórico
O Galeão foi privatizado pela primeira vez em 2013, durante o governo Dilma Rousseff, após o lance vencedor de 19 bilhões de reais. A Infraero detinha 49% da concessionária, hoje transferidos na composição com a mudança de controle.
A Aena já administra Congonhas desde 2022, após vencer leilão que incluiu o terminal paulista em um pacote com outros 10 aeroportos. O grupo espanhol amplia sua atuação na infraestrutura aeroportuária brasileira.
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