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Aena compra Galeão por 2,9 bi e se torna maior operadora de aeroportos do Brasil

Aena vence leilão do Galeão por 2,9 bi e assume operação até 2039, com saída da Infraero, sem nova pista e cobrança de 20% da receita bruta

Aeroporto do Galeão
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  • Aena venceu o leilão de concessão do Galeão por R$ 2,9 bilhões, ágio de 210,88%, tornando-se a maior operadora de aeroportos do país.
  • A empresa ficará responsável pela gestão até 2039, sem necessidade de investimentos adicionais previstos no contrato.
  • O certame foi decidido em viva-voz, após empate entre Aena e Zurich na rodada inicial; RioGaleão também participou da disputa.
  • O lance vencedor superou a expectativa do governo, que era de R$ 1,5 bilhão, e o processo ocorreu após repactuação contratual conduzida pelo Tribunal de Contas da União.
  • Mudanças previstas incluem saída da Infraero da sociedade e rejeição da exigência de uma terceira pista; pagamento passa a ser 20% da receita bruta, e o Galeão movimentou 18 milhões de passageiros em 2025 (13% do total nacional).

Aena venceu o leilão de concessão do Galeão, o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, realizado nesta segunda-feira (30) na B3. A empresa arrematou o ativo por 2,9 bilhões de reais, com ágio de 210,88%. O contrato vale até 2039 e não exige novos investimentos adicionais.

A disputa foi travada entre Aena, Zurich e RioGaleão, que hoje administra o aeroporto. No início, a rodada empatou entre as propostas de 1,5 bilhão de reais, com a Zurich e a Aena em igualdade de entrada. A vitória foi definida na rodada de viva-voz.

RioGaleão participa do certame; a empresa brasileira é formada com parceiros asiáticos. A Vinci Airports e a Changi participam do consórcio que administra o Galeão na atual gestão.

O governo estimava arrecadar 1,5 bilhão de reais com o leilão, mas o valor final superou a expectativa. O processo de repactuação contratual foi conduzido pelo TCU e é visto como estratégico para o futuro do aeroporto.

Novos rumos da concessão

O novo modelo prevê a saída da Infraero da sociedade e a retirada da exigência de implantação de uma terceira pista. A estrutura de pagamento passa a incluir contribuição variável de 20% da receita bruta, em vez de uma outorga fixa.

O Galeão é porta de entrada de turistas e uma rota doméstica de grande demanda. Em 2025, o aeroporto movimentou 18 milhões de passageiros, respondendo por 13% do fluxo aéreo nacional.

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