- Aena Desenvolvimento Internacional, estatal da Espanha, venceu o leilão para controlar o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro, com lance final de R$ 2,9 bilhões e duração até 2039.
- O leilão contou com 26 lances e a vencedora superou propostas da RioGaleão e da Zurich Airport International.
- O acordo foi autorizado pelo Tribunal de Contas da União para permitir a repactuação do contrato, em função do desequilíbrio econômico-financeiro do contrato original.
- Entre as mudanças contratuais, estão: pagamento variável de 20% sobre o faturamento até 2039, fim da obrigação de construir uma terceira pista, saída da Infraero da sociedade e um mecanismo de compensação relacionado ao Aeroporto Santos Dumont.
- Com oaley, o Galeão passa a integrar a carteira da Aena, que já administra o Congonhas e outros aeroportos no Brasil, tornando-se o 18º aeroporto gerido pela empresa no país.
Aena Desenvolvimento Internacional, empresa estatal espanhola, venceu o leilão para a concessão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro. O grupo ofereceram 2,9 bilhões de reais pela totalidade das ações, assumindo o controle até 2039. A vencedora superou propostas da RioGaleão e da Zurich Airport International, em uma disputa com 26 lances.
O edital foi conduzido pela Anac, com homologação do TCU, que autorizou a venda assistida para recompor o contrato diante do desequilíbrio econômico-financeiro. O acordo anterior, firmado em 2013 com a Carj, passa a ser reformulado para permitir a nova concessionária.
O Galeão, que já é gerido pela Carj desde 2013, passa a integrar o portfólio da Aena, expandindo a atuação da empresa no Brasil para 18 aeroportos. A mudança ocorre após a Carj sinalizar inviabilidade econômica do contrato vigente e iniciar processo de devolução amigável em 2022.
Contexto do processo
O TCU apontou perdas provocadas pela crise macroeconômica brasileira, demanda de passageiros aquém do esperado, e impactos da pandemia de covid-19 como fatores relevantes para a repactuação contratual. Isso abriu espaço para a venda assistida, que o leilão confirmou.
Detalhes do contrato e mudanças
Entre as mudanças previstas estão: pagamento variável de 20% sobre o faturamento até 2039, substituindo contribuição fixa; eliminação da obrigação de construir uma terceira pista; saída da Infraero da sociedade; e criação de um mecanismo de compensação relacionado ao Aeroporto Santos Dumont, concorrente do Galeão.
Candidatas e lances
O leilão registrou três propostas iniciais, com a Zurich Airport International e a Aena oferecendo R$ 1,5 bilhão cada, e a RioGaleão com R$ 934 milhões. Na sequência, houve 26 rodadas de lances. Ao fim, a Aena ofertou 2,9 bilhões de reais, obtendo o maior ágio e o contrato.
O Galeão passa a ser o 18º aeroporto administrado pela Aena no Brasil, somando-se a operações em Congonhas e outras regiões, com atuação já presente em infraestrutura internacional e de interior. A renovação reforça a presença espanhola no setor aeroportuário brasileiro.
Esta reportagem foi produzida com base no material do leilão e nas informações oficiais sobre o processo.
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