- Déficit primário do governo central em fevereiro ficou em R$ 30,046 bilhões, com queda real de 8,4% ante fevereiro de 2025.
- Foi o menor déficit de fevereiro desde 2022; receitas líquidas somaram R$ 157,681 bilhões e despesas chegaram a R$ 187,727 bilhões.
- O mercado esperava déficit de R$ 31,312 bilhões para o mês; os números englobam Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social.
- No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, há superávit primário de R$ 56,854 bilhões, alta real de 1,4% frente ao mesmo período de 2025.
- A dívida bruta está em 78,7% do PIB; o secretário do Tesouro informou que a dívida permanece sustentável mesmo com cenários de cortes menores da Selic.
O governo central registrou déficit primário de R$ 30,046 bilhões em fevereiro, informou o Tesouro Nacional nesta segunda (30). O resultado ficou abaixo do esperado pelo mercado, com queda real de 8,4% frente a fevereiro de 2025.
Foi o menor déficit para o mês desde 2022, quando a quebra somou R$ 24,510 bilhões, segundo a série histórica do Tesouro. Em fevereiro, as receitas líquidas somaram R$ 157,681 bilhões, alta real de 5,6%. Despesas totais ficaram em R$ 187,727 bilhões, alta de 3,1%.
O desempenho mensal reflete o aumento real da receita, puxado pela Receita Federal, com alta de 4,1%. Houve incremento de 35,6% na arrecadação do IOF e de 8,1% na Cofins. A arrecadação líquida do Regime Geral de Previdência Social subiu 5,6%.
Entre as despesas, o avanço real veio principalmente de gastos discricionários, com alta de 5,4%. Encargos com pessoal e encargos sociais cresceram 2,2%, e os benefícios previdenciários subiram 1,7 bilhão.
No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, o governo central acumula superávit primário de R$ 56,854 bilhões, impulsionado pelo resultado de janeiro. O saldo representa alta real de 1,4% ante o mesmo período de 2025.
Sobre a dívida pública, déficits primários pressionam a dívida bruta, hoje em 78,7% do PIB, além do impacto dos juros elevados. O secretário do Tesouro, Daniel Leal, afirmou que a dívida permanece sustentável em todos os cenários avaliados.
Leal comentou que não depende apenas da Selic para medir o custo da dívida, destacando outras fontes de compensação. O ciclo de cortes da Selic, hoje 14,75% ao ano, pode ser menor que o esperado, segundo as autoridades.
Mercado e instituições acompanham com atenção as projeções do Banco Central. O boletim Focus aponta, para o fim deste ano, a mediana de 12,50% para a Selic, acima de 12,00% na semana anterior, diante das pressões inflacionárias.
Entre na conversa da comunidade