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Empresa da família Trump acumula 7 mil bitcoins enquanto ações caem a mínimos

American Bitcoin acumula sete mil BTC, enquanto ações caem 94% desde o IPO, em meio à volatilidade do mercado de cripto

Donald Trump com os filhos Eric e Donald Jr. (Foto: Decrypt/Shutterstock)
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  • A American Bitcoin, mineradora de Bitcoin cofundada por Eric Trump e Donald Trump Jr., ultrapassou 7.000 BTC em reservas, equivalentes a cerca de US$ 471 milhões.
  • As ações da empresa, código ABTC, caíram 94% desde o IPO, cotando a US$ 0,82 no momento.
  • A empresa afirmou que suas reservas de Bitcoin triplicaram desde a estreia pública e que o satoshis por ação quase dobrou.
  • O pico pós-IPO ocorreu em 3 de setembro, quando as ações chegaram a US$ 14,52, em meio a volatilidade que levou a interrupções de negociações sete vezes.
  • No quarto trimestre, a American Bitcoin registrou prejuízo superior a US$ 59 milhões, contrastando com lucro de US$ 3,49 milhões no ano anterior; é apontada como a 16ª maior detentora de Bitcoin entre companhias de capital aberto.

A empresa de mineração de Bitcoin American Bitcoin, cofundada por Eric Trump e Donald Trump Jr., informou ter ultrapassado 7.000 BTC em suas reservas. O valor atual dessas moedas é de cerca de US$ 471 milhões, enquanto as ações da companhia (ABTC) caíram para US$ 0,82, o menor nível desde o IPO.

A American Bitcoin destacou que suas reservas de Bitcoin triplicaram desde o lançamento público. Também afirmou ter aumentado significativamente a métrica de satoshis por ação, que compara as reservas com o total de ações em circulação. Em outras palavras, a relação entre BTC e ações cresceu ao longo do período recente.

Mesmo com o aumento das reservas, as ações não acompanharam o movimento do ativo digital. O preço da ABTC caiu quase 88% nos últimos seis meses e 94% desde o pico de US$ 14,52 registrado logo após o IPO.

Formação e trajetória

A empresa foi criada a partir da fusão de interesses entre os irmãos Trump e a mineradora Hut8, com posterior passo para o mercado negociado via fusão com a Gryphon Digital Mining, já listada.

No quarto trimestre, a American Bitcoin registrou prejuízo superior a US$ 59 milhões, conforme as condições do mercado de criptomoedas pioraram após os picos de outubro. No mesmo período do ano anterior, a companhia havia apresentado lucro de cerca de US$ 3,49 milhões.

A companhia afirma manter o objetivo de estabelecer um marco global em infraestrutura, reservas e inovação relacionadas ao Bitcoin, buscando posicionar os Estados Unidos como liderança na economia da criptomoeda. Segundo dados de terceiros, a American Bitcoin já figura entre as 16 maiores detentoras públicas de Bitcoin no mundo.

O Bitcoin, por sua vez, operava próximo de US$ 67.336, com alta de 1,3% nas últimas 24 horas. Ainda assim permanece bem abaixo do recorde histórico de US$ 126.080, atingido em outubro do ano anterior.

Nos cálculos da indústria, o tombo das ações da American Bitcoin dialoga com a volatilidade típica do setor e com o cenário de alta das taxas de juros e demanda volátil por criptomoedas, que afeta mineradoras e outras empresas listadas.

Informação adicional aponta que a empresa não divulga detalhes além dos comunicados oficiais ao mercado, e permanece sob observação de investidores que acompanham o mercado de criptoativos e de ações de mineração. O material utilizado para a apuração foi adaptado de fontes públicas e sem inclusão de comentários de terceiros.

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