- A taxa média do rotativo do cartão de crédito chegou a 435,9% ao ano em fevereiro, o terceiro maior valor para o mês desde 2017.
- Houve alta de 11,4 p.p. em relação a janeiro, quando ficou em 424,5% ao ano.
- A taxa do cheque especial, segunda linha de crédito mais cara, chegou a 147% ao ano.
- Em dezembro de 2023, o Conselho Monetário Nacional fixou limite de 100% para as taxas do rotativo, válido para dívidas contraídas a partir de janeiro.
- As taxas divulgadas pelo BC são estimativas anuais extrapoladas de juros mensais, e nem sempre refletem o custo efetivo de saldos existentes.
A taxa média de juros do rotativo do cartão de crédito voltou a subir e atingiu 435,9% ao ano em fevereiro. O levantamento é do Banco Central e representa o terceiro maior valor para fevereiro desde 2017, quando ficou em 487,8%. Em janeiro, a taxa era de 424,5% ao ano.
A alta reflete o aumento da inadimplência e a volatilidade do crédito no varejo. Segundo o BC, mesmo com o reajuste, o juro anual é calculado a partir da extrapolação do juro mensal para o ano, não necessariamente aplicado de forma contínua pelas instituições.
Foi mantida a regra de juros do rotativo com teto de 100% ao ano para dívidas contratadas a partir de janeiro, conforme determinação do Conselho Monetário Nacional, aprovada pelo Congresso. A norma incentiva limites para encargos totais.
Juros do rotativo e descrições técnicas
O BC explica que a taxa anual não corresponde, na prática, à cobrança contínua por meses seguidos. Em muitos casos, o pagamento é feito antes de fechar o ciclo, reduzindo o impacto da taxa.
Para ilustrar, quem devia R$ 800 em fevereiro do ano anterior pode acumular R$ 3.487,2 de encargos ao quitar após um ano, totalizando R$ 4.287,2. O cálculo usa a taxa anualizada a partir do juro mensal.
Especialistas apontam que, apesar do valor apresentado pelo BC, o descumprimento da lei não é registrado pela estatística; trata-se de uma medida usada para o conjunto de dados. O BC mantém a série histórica para monitoramento.
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