- Juros médios cobrados pelos bancos no crédito rotativo para pessoas físicas chegaram a 435,88% ao ano em fevereiro, conforme o Banco Central (BC).
- A taxa de inadimplência nessa modalidade ficou em 63,5% no período.
- O cenário acompanha o atual patamar de juros no Brasil, em 14,75% ao ano.
- Em 2024, o Congresso aprovou um limite para o endividamento do crédito rotativo, para que o débito não exceda o valor original da dívida.
- O comprometimento da renda com dívidas atingiu 29,33% em janeiro, o maior da série histórica iniciada em 2005.
Os juros médios cobrados pelos bancos no cartão de crédito rotativo chegaram a 435,88% ao ano em fevereiro, segundo o Banco Central. A divulgação ocorreu nesta segunda-feira (30).
A taxa de inadimplência nessa modalidade ficou em 63,5% no período. O cenário ocorre em meio ao patamar elevado de juros no Brasil, com a taxa básica em 14,75% ao ano.
Mesmo com previsão de recuo da taxa neste ano, economistas avaliam que o Copom pode manter uma postura mais conservadora. A ata do último encontro sinalizou essa tendência.
O crédito rotativo é acionado quando o cliente não paga o valor integral da fatura na data de vencimento. Esse mecanismo costuma carregar altas taxas ao usuário.
Diante do aumento das taxas, em 2024 o Congresso aprovou um limite para o endividamento do crédito rotativo, determinando que o débito não pode exceder o valor original da dívida.
Dívidas comprometem renda
O comprometimento da renda das famílias para pagamento de dívidas atingiu 29,33% em janeiro, o maior patamar da série histórica iniciada em 2005. Isso indica pressão financeira mais intensa para os trabalhadores.
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