- Mercados europeus devem abrir em baixa nesta segunda-feira, com futuros apontando quedas nos principais índices diante de um ambiente de cautela e da alta dos preços do petróleo.
- Brent atingiu pouco acima de US$ 116 por barril, subindo mais de cinquenta por cento desde o início do conflito com o Irã; o petróleo norte-americano também avança, próximo de US$ 101 por barril.
- As ações asiáticas encerraram o pregão em baixa, ajudando a pressionar as bolsas europeias, após uma sexta-feira de perdas em Wall Street que consolidou a quinta semana seguida de quedas.
- O receio de interrupção no Estreito de Hormuz aumenta a preocupação com o fornecimento global de petróleo e eleva a aversão ao risco.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou ao Financial Times sobre a possibilidade de ações para tomar a ilha de Kharg, principal terminal de petróleo do Irã, após ataques aéreos recentes.
Mercados europeus devem abrir em baixa nesta segunda-feira, com futuros apontando quedas em grandes índices, em meio a um humor de cautela entre investidores diante da alta contínua dos preços do petróleo e de tensões no Médio Oriente. A sessão começa com o preço do Brent acima de 116 dólares o barril, pressionando ativos de risco globalmente.
Os principais índices europeus seguiam no negativo na manhã, com o DAX perto de -0,5%, o FTSE 100 em queda de aproximadamente -0,3% e o CAC 40 apresentando desempenho similar, conforme dados da IG. O sentimento fraco reflete incidents de ontem na Ásia e o temor de nova escalada na relação EUA-Irã.
Ações na Ásia também recuaram, com ações japonesas, australianas e sul-coreanas em queda, prejudicadas pela percepção de indisponibilidade de vias de suprimento e pelo avanço dos preços do petróleo. O comércio global permanece volátil diante de possíveis interrupções no estreito de Hormuz.
Contexto internacional
O petróleo continua a subir, com o Brent superando 116 dólares o barril, e o petróleo dos EUA rondando 101 dólares. A elevação reflete preocupações com a possibilidade de interrupção de fornecimento na região do Golfo e com o risco de escaladas militares.
O presidente dos EUA sinalizou uma possibilidade de ações diretas contra infraestruturas estratégicas do Irã, em meio a ataques aéreos já realizados pelas forças americanas. O Irã respondeu advertindo sobre retaliações caso haja incursões terrestres ou novas ofensivas no Golfo.
As informações ressaltam a sensibilidade dos mercados a notícias geopolíticas, com investidores buscando proteção em ativos de menor risco e monitorando desdobramentos na região do Oriente Médio.
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