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Preços de ovos de Páscoa seguem pressionados mesmo com cacao em mínimas

Preços de ovos de Páscoa seguem elevados, refletindo custos firmados anteriormente, mesmo com queda recente do cacau; produção aumenta e faturamento cresce

Loja vende ovos de chocolate para a Páscoa
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  • O IPCA aponta alta de 26,37% nos chocolates e bombons no intervalo de março de 2025 a fevereiro de 2026, ajudando a explicar os preços dos ovos de Páscoa.
  • Abicab justifica que os preços refletem custos firmados anteriormente, quando o cacau estava entre sete mil e oito mil dólares por tonelada.
  • A produção de chocolates no Brasil aumentou de 806 mil toneladas em 2024 para 814 mil em 2025, com o uso de ovos de Páscoa passando de 45 milhões para 46 milhões de unidades.
  • Em Uberlândia, os preços variaram entre 0,78% e 22,98% em relação a 2025; no Rio de Janeiro, houve alta média de 16,85% em itens de Páscoa.
  • Marcas mostraram reajustes regionais: Kopenhagen de 0,3896 real para 0,4089 real por grama e Cacau Show de 0,2813 real para 0,2980 real por grama; faturamento de ovos de Páscoa cresce, com aumento de 105,5% conforme a Scanntech, e a Páscoa de 2026 criou mais vagas, chegando a 10.558, com pelo menos 20% efetivadas.

Ovos de Páscoa mantêm preços elevados, mesmo com o recuo recente do cacau. O incremento reflete custos firmados no passado, quando a commodity chegou a valorizações importantes. O IPCA mostra alta acumulada de 26,37% de março de 2025 a fevereiro de 2026.

A indústria argumenta que o custo corrige-se pelo período de produção. Entre segunda metade de 2025, contratos de cacau estavam entre US$ 7 mil e US$ 8 mil por tonelada, ainda abaixo do pico de US$ 11 mil em dezembro de 2024, impulsionado por quebras de safra na África Ocidental.

Contexto de preços e produção

A inflação de chocolates teve início de 2025 com pressão, mas recuou no fim de 2025. Em janeiro de 2026, a alta voltou a ganhar impulso, impulsionada por contratos mais caros firmados anteriormente. Mesmo assim, a indústria manteve o ritmo de produção.

A Abicab informou que a fabricação de chocolates subiu de 806 mil toneladas em 2024 para 814 mil em 2025. A produção de ovos de Páscoa subiu de 45 milhões para 46 milhões de unidades, mantendo os estoques operacionais estáveis.

Pesquisas de preço regionais

Um estudo da UFU — Universidade Federal de Uberlândia — mostrou variações regionais em 2025: altas entre 0,78% e 22,98%, conforme tipo e peso do ovo. No Rio de Janeiro, avaliadores apontaram alta média de 16,85% nos preços de itens de Páscoa, comparando com o ano anterior.

Marcas e desempenho de preços

Entre as marcas, a Kopenhagen teve alta média de 4,95%, com o preço do grama subindo de R$ 0,3896 para R$ 0,4089. A Cacau Show registrou elevação de 0,2813 para 0,2980 por grama.

A prefeitura de Vitória (ES) apontou aumento médio de 3,70% nos ovos de Páscoa, com barras e bombons subindo 9,10%. Em 51 itens analisados, 32 eram ovos, 16 eram barras e 3 caixas de bombons.

Desempenho de mercado e empregos

A demanda de Páscoa de 2026 impulsionou o faturamento, liderando o setor. A Scanntech mostrou crescimento de 105,5% em relação a 2025, com 75,5% mais unidades e 83,0% a mais em volume.

Segundo a Abicab, o setor registrou resultados positivos, com maior oferta de itens, produção ampliada e geração de empregos temporários. A Páscoa de 2026 elevou vagas para 10.558, ante 9.946, e pelo menos 20% dos trabalhadores passaram a ter carteira assinada.

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