- Sindirações projeta que a produção brasileira de ração e suplementos alcance 97 milhões de toneladas em 2026; em 2025 foram 94 milhões, alta superior a três por cento ante 2024.
- Avanço acompanha a recuperação das cadeias de proteína animal e a melhoria nos custos dos insumos; a avicultura de corte continua sendo o principal motor da demanda por ração.
- Consumo de ração da avicultura de corte chegou a 37,85 milhões de toneladas em 2025, com projeção de 39,1 milhões em 2026, apoiado pelas exportações.
- A produção de ração para bovinos de corte subiu 7,5 por cento em 2025, impulsionada pelo confinamento, que subiu de 7,96 milhões para 9,25 milhões de animais; expectativa é chegar a 10 milhões em 2026.
- Entre segmentos emergentes, a aquicultura tende a chegar a quase 2 milhões de toneladas de ração em 2026; o mercado de alimentos para cães e gatos segue em expansão, apesar de ritmo mais moderado.
A produção brasileira de ração e suplementos deve alcançar 97 milhões de toneladas em 2026, segundo a Sindirações. O crescimento é visto como continuidade do ciclo de recuperação das cadeias de proteína animal e de melhoria no custo dos insumos.
Em 2025, o volume chegou a cerca de 94 milhões de toneladas, superando em mais de 3% o total de 2024, que ficou em 91 milhões. O avanço reflete maior previsibilidade de custos e retomada da atividade pecuária, com boa perspectiva para o próximo ano.
Panorama recente
A avicultura de corte permanece como maior motor de demanda, com o consumo de ração atingindo 37,85 milhões de toneladas em 2025 e projeção de 39,1 milhões em 2026, alinhado ao crescimento do abate de frangos e às exportações.
Na produção de ovos, o consumo de ração cresceu 3,5%, acompanhando a expansão de 5,6% da produção nacional. A suinocultura também avançou, com alta de 4,2% na demanda por ração e 4,3% no volume de abates.
Confinamento e outros drivers
O desempenho da bovinocultura de corte tem sido um dos motores mais relevantes, com incremento de 7,5% na demanda de ração em 2025, estimulada pela intensificação dos sistemas de produção em confinamento. Dados do Cepea (Esalq/USP) indicam alta de 16% no total de animais confinados, de 7,96 milhões para 9,25 milhões, com expectativa de chegar perto de 10 milhões em 2026.
A nutrição animal passa a ocupar papel central na produtividade, segundo o executivo da Sindirações. Na pecuária leiteira, houve aumento de 7,9% no consumo de ração, acompanhado do crescimento de 8% na captação formal de leite.
Diversificação e riscos externos
A aquicultura mantém dinamismo, com demanda por ração expandindo 5,3% e a piscicultura nacional já superior a 1 milhão de toneladas de pescado cultivado; a projeção para 2026 aponta quase 2 milhões de toneladas de ração para o setor.
O mercado de alimentos para cães e gatos também registrou avanços, ainda que mais moderados, impulsionado pela busca por produtos com maior valor agregado.
Riscos externos, como medidas chinesas para limitar importações de carne bovina, podem influenciar a dinâmica da cadeia e a demanda por insumos, segundo especialistas. O ciclo de 2024-2026 é visto como uma trajetória de expansão gradual.
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