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Recessão a caminho: economia enfrenta sinais de desaceleração

Analistas dizem que a guerra no Irã eleva o petróleo acima de US$ 100, pressiona inflação e o crescimento global, com risco de recessão nos EUA em 2026

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  • O historiador Niall Ferguson alerta que a recessão pode chegar, citando o impacto do conflito no Irã sobre o fornecimento global de energia.
  • O estrangulamento do Estreito de Ormuz eleva as cotações do petróleo, que seguem acima de US$ 100 por barril.
  • A probabilidade de recessão nos EUA pode chegar a 37% em 2026, segundo o Polymarket, subindo de 22% antes dos bombardeios.
  • Analistas revisam perspectivas: Morgan Stanley vê manter o aperto monetário e inflação; Citi destaca resiliência global, mas ressalta riscos na cadeia de suprimentos.
  • No Brasil, o Focus aponta IPCA de 4,31% e PIB de 1,85%; o Itaú manteve a estimativa de crescimento de 1,9% para 2026.

Prepare-se: analistas apontam que a recessão pode se intensificar nas próximas fases do conflito no Oriente Médio. O Estrito de Ormuz, no Golfo, está sob pressão enquanto a guerra envolvendo Irã aumenta o risco para o fornecimento global de energia. A obra de historiadores alerta para impactos econômicos severos.

Segundo especialistas, o choque geopolítico tende a gerar estagnação associada à inflação, cenário que pode provocar ajustes nas políticas públicas e no ambiente de crédito. O debate sobre uma saída diplomática para o conflito envolve governantes de várias nações e governos de peso global.

A falta de acordo para cessar hostilidades mantém a incerteza no mercado. Com o estreitamento do canal de energia, operadores financeiros revisam projeções para preços da energia e impactos sobre o crescimento mundial. O mercado de petróleo segue com liquidez volátil e cotações elevadas.

Repercussões de mercados e política monetária

Dados do mercado apontam alta contínua de preços de petróleo, que já supera US$ 100 o barril. Analistas estimam que incrementalmente os custos de energia pressionem a inflação global, mesmo com respostas de política monetária.

O Morgan Stanley indica que a alta de yields de Treasuries desde o início das hostilidades eleva o custo de financiamento nos EUA. A leitura sugere reversão de parte do ciclo de cortes de juros iniciados no ano, conforme o cenário se deteriora.

Cenários internos em bancos centrais mostram cautela. Enquanto o Citi ressalta resiliência relativa frente a choques de energia, também alerta para riscos em cadeias de suprimentos e demanda. A meta de inflação pode ficar desafiada se o barril permanecer elevado.

O BCE acompanha o debate sobre novas altas de juros, com discurso mais hawkish em comentários da presidente Christine Lagarde. Economistas destacam que ajustes monetários podem ocorrer caso o choque tenha efeito persistente, mas sem sinal único de diretriz.

No Brasil, o foco está na sinalização de demanda e inflação. O Boletim Focus elevou a previsão do IPCA para 4,31% neste ano, enquanto o PIB projetado para 2026 segue estável ao redor de 1,9%. Analistas destacam efeitos indiretos da alta global de energia.

O Itaú afirmou manter a estimativa de crescimento de 1,9% para 2026, mencionando fatores como preço do petróleo e crédito habitacional como contrapesos. O banco sublinha que a reação monetária global poderá moderar o impulso de alta, dependendo do desfecho do conflito.

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