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Bolsas da Europa sobem com expectativas de fim do conflito

Mercados europeus sobem com sinal de possível fim do conflito no Oriente Médio, mas queda mensal do Stoxx 600 de cerca de sete por cento mantém cautela

Pedestre caminha em frente à Bolsa de Valores de Milão
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  • Bolsas da Europa fecharam em alta, ampliando ganhos da sessão, com investidores confiantes em um possível fim do conflito no Oriente Médio.
  • O otimismo veio depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicar aos assessores que aceita encerrar as operações militares contra o Irã, enquanto o Irã disse que alvos americanos no Golfo passam a ser legítimos a partir de 1º de abril.
  • Mesmo com a alta, o Stoxx 600 registrou queda mensal de cerca de sete por cento em março, a maior desde meados de dois mil e vinte e dois.
  • Principais índices europeus fecharam no positivo: FTSE 100, DAX, CAC 40, FTSE MIB, Ibex 35 e PSI 20 apresentaram alta, dados são preliminares.
  • Destaques corporativos: Unilever caiu cerca de seis por cento após anunciar negociação avançada com a McCormick; Siemens subiu quase meio por cento.

As bolsas da Europa fecharam em alta nesta terça-feira (31), ampliando ganhos da sessão anterior. Investidores assumiram risco diante de sinais de possível fim do conflito no Oriente Médio, ajudando os mercados a manter o impulso apesar de atenuacoes geopolíticas. Trump afirmou aos assessores que pode encerrar operações militares contra o Irã, mesmo com o Estreito de Ormuz ainda parcialmente fechado.

Entre as principal movimentações, Londres, Frankfurt, Paris, Milão, Madri e Lisboa registraram altas, com o FTSE 100 subindo 0,48% e o DAX avançando 0,31%. O CAC 40 subiu 0,57%, o FTSE MIB ganhou 1,11%, o Ibex 35 teve alta de 0,63% e o PSI 20 subiu 0,68%. Os dados são preliminares.

Apesar do ganho, houve recuo mensal do Stoxx 600 de cerca de 7% em março, conforme levantamento da CNBC, a maior queda mensal desde meados de 2022. A recuperação atual refletiu também o apoio de investidores ao risco em meio a sinais de desescalada.

Em paralelo, o Irã declarou que alvos americanos na região do Golfo se tornam legítimos a partir de 1º de abril, o que manteve cautela em alguns setores. A cotação do petróleo teve queda diante das notícias de possível encerramento das hostilidades, segundo analistas.

No âmbito corporativo, ações da Siemens subiram próximo de 0,5% após a divulgação de notícias relacionadas. A rede de telecomunicações também foi impactada por eventos na região, com estímulos observados nos papéis da AT&T a depender de desdobramentos. Análises de bancos destacaram o efeito de um provável aumento pontual nos preços de energia.

Caso haja continuidade do cenário, analistas do Deutsche Bank veem apetite por risco fortalecido, enquanto o Julius Baer aponta que o conflito pode seguir o padrão geopolítico habitual, gerando alta volátil nos preços de energia no curto prazo.

Na pauta institucional, Christine Lagarde, presidente do BCE, questionou o otimismo sobre impactos econômicos da guerra durante uma videoconferência do G7, segundo informações da Bloomberg. A leitura preliminar do CPI de março mostrou inflação de 2,5%, acima dos 1,9% de fevereiro.

Entre as novidades corporativas, Unilever caiu cerca de 6% após anunciar estar em negociações avançadas com a McCormick para fusão de seus negócios de alimentos com a fabricante de especiarias. Na Dinamarca, Novo Nordisk fechou estável, com queda de 0,1% após lançar um programa de assinatura plurianual para medicamentos antiobesidade.

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