- Demanda global de carga aérea em fevereiro de 2026 subiu 11,2% comparado a fevereiro de 2025; internacional teve alta de 11,6%.
- Capacidade total aumentou 8,5% na mesma base (internacional, +9,8%).
- O início da guerra no Oriente Médio, no fim do mês, torna difícil prever o desempenho do ano; custos de combustível elevados e interrupções em centros de carga no Golfo são fatores a monitorar.
- O PMI de manufatura ficou em 53,1 em fevereiro, com novos pedidos de exportação em 51,4, sinalizando demanda positiva para carga aérea.
- Desempenho regional em fevereiro: África +21,0% na demanda (capacidade +17,3%); Ásia-Pacífico +13,6% (capacidade +10,1%); Oriente Médio +16,5% (capacidade +13,5%); América do Norte +9,4% (capacidade +5,3%); Europa +6,9% (capacidade +6,1%); América Latina e Caribe +0,7% (capacidade +4,5%).
A demanda por carga aérea no mundo avançou 11,2% em fevereiro de 2026 ante o mesmo mês de 2025, segundo a IATA. O crescimento internacional ficou em 11,6%. Já a capacidade subiu 8,5% na comparação anual, com +9,8% para operações internacionais. O desempenho foi impulsionado pela atividade de fim de ano e pela continuidade da demanda por mercadorias.
A consultora ressalta que o início da guerra no Oriente Médio, ao fim do mês, complica previsões para o ano. A elevação dos custos de combustível, a escassez de combustível em algumas regiões e interrupções em centros de carga no Golfo são fatores relevantes. A IATA aponta que a resolução rápida do conflito e a normalização de fornecimentos ajudariam a melhorar o cenário.
Vários indicadores de ambiente operacional foram citados pela entidade:
- o comércio global cresceu 5,2% em janeiro ante o mesmo mês de 2025;
- o preço do combustível de aviação subiu 1,2% na comparação anual em fevereiro, com volatilidade nas margens de refino;
- o PMI global de manufatura avançou para 53,1 em fevereiro, acima de 50, sinal de expansão, com novos pedidos de exportação em 51,4, o maior desde julho de 2021.
Desempenho regional de fevereiro
As companhias da Ásia-Pacífico tiveram alta de 13,6% na demanda, com capacidade 10,1% maior na base anual.
Na América do Norte, a demanda cresceu 9,4%, enquanto a capacidade avançou 5,3%.
As transportadoras europeias registraram aumento de 6,9% na demanda; a capacidade subiu 6,1%.
O Oriente Médio destacou-se com 16,5% de expansão na demanda e 13,5% de incremento de capacidade.
A América Latina e o Caribe apresentaram avanço de apenas 0,7% na demanda, com capacidade 4,5% maior.
As companhias africanas mostraram o ganho mais expressivo, de 21,0% na demanda e 17,3% na capacidade.
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