- A dívida bruta subiu para 79,2% do PIB em fevereiro, equivalente a R$ 10,2 trilhões.
- O avanço foi de 0,5 ponto percentual em relação a janeiro; desde o início do governo Lula, o crescimento é de 7,5 pontos percentuais.
- Em fevereiro, os fatores que impactaram a dívida foram: juros nominais apropriados (+0,7 p.p.), emissão líquida (+0,1 p.p.), valorização cambial (-0,1 p.p.) e variação do PIB nominal (-0,3 p.p.).
- O gasto com juros do setor público foi de R$ 84,2 bilhões em fevereiro; nos últimos 12 meses até fevereiro, somam R$ 1,037 trilhão, equivalente a 8,07% do PIB.
- O déficit nominal em fevereiro foi de R$ 100,6 bilhões; o déficit acumulado em 12 meses chegou a R$ 1,09 trilhão (8,48% do PIB).
A dívida bruta do Brasil subiu para 79,2% do PIB em fevereiro, totalizando aproximadamente R$ 10,2 trilhões. O dado consta no relatório Estatísticas Fiscais do Banco Central, divulgado nesta terça (31.mar.2026). O indicador mede a Dívida Bruta do Governo Geral, que abrange o governo federal, o INSS e as determinações estaduais e municipais.
A variação mensal foi de +0,5 ponto percentual ante janeiro. Entre os fatores que impactaram o indicador, aparecem o efeito dos juros nominais apropriados (+0,7 p.p.), a emissão líquida de dívida (+0,1 p.p.), a valorização cambial (-0,1 p.p.) e a variação do PIB nominal (-0,3 p.p.).
A dívida bruta avançou 7,5 p.p. no governo Lula (PT), saindo de 71,7% para 79,2% do PIB. Esse movimento reflete decisões fiscais e cenários econômicos durante o período analisado.
Juros Nominais
O setor público consolidado, que reúne União, Estados, municípios e estatais, gastou R$ 84,2 bilhões com juros em fevereiro. O valor é superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram R$ 78,3 bilhões.
O BC aponta que o aumento deve-se à elevação do endividamento líquido, da Selic e do IPCA no período. No acumulado de 12 meses até fevereiro, os juros nominais somaram R$ 1,037 trilhão, equivalentes a 8,07% do PIB.
O resultado nominal, que considera o pagamento de juros, ficou deficitário em R$ 100,6 bilhões em fevereiro. Em 12 meses, o rombo somou R$ 1,09 trilhão, ou 8,48% do PIB.
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